Discografia HM – primeiras impressões: Smith/Kotzen – resenha

Obrigado, senhores! Precisávamos de um álbum desse porte!

O projeto que leva os nomes dos guitarristas Adrian Smith e Richie Kotzen foi lançado hoje, dia 26 de Março de 2021. Já estavam, desde o ano passado, promovendo o projeto e lançando alguns singles nas plataformas de streaming. Confesso que estava bem ansioso para ouvi-lo. Com estilos bem diferentes em seus instrumentos, a guitarra hard de Kotzen encontrou a guitarra heavy de Smith e a parceria rendeu! E se engana quem acha que vai ouvir Iron Maiden, Mister Big ou Winery Dogs por aqui.

O álbum é calcado no “heavy hard”, muito influenciado pelo som década de 1980 e um pouco dos anos 1990, com riffs e solos para dar e vender, passeando desde alguns fraseados e refrões grudentos – desses de embalar estádios, como é o caso de “Running” – até canções mais elaboradas, com mais de sete minutos (“You Don’t Know Me”) e elementos de outros estilos, como o blues, em “Scars”. Com nove faixas, foi trabalhado e gravado em uma ilha perto de Cuba e possui menos de 50 minutos. Passa voando!

Os dois guitar heroes fizeram quase tudo. Além de moerem seus instrumentos, se alternam no baixo (muita vezes, bem alto), dividem os vocais e, Kotzen inclusive, toca bateria em cinco faixas. O trabalho vocal de ambos está muito bom! A voz de Adrian Smith está bem mais madura em relação aos seus trabalhos mais conhecidos – Urchin (final dos anos 1970) e ASAP (após a saída do Iron Maiden, no final dos anos 1980), enquanto que Kotzen está com um timbre muito próximo do falecido Chris Cornell. O fato deles cantarem juntos nas mesmas faixas dá ainda mais tempero ao prato.

A faixa “Solar Fire” tem as baquetas de Nicko McBrain, que não usa das viradas rápidas características do Maiden, mas ainda assim imprime sua marca. Outro convidado é Tal Bergman, baterista de turnê de Kotzen, que contribui nas baquetas de “You Don’t Know Me” (melhor faixa na minha opinião, com uma introdução que lembra o A Matter Of Life And Death) e “‘Til Tomorrow”, que encerra a brincadeira.

Em certos (e poucos) momentos, alguns efeitos de guitarra do Kotzen e efeitos nos vocais me incomodaram um pouco, mas facilmente esquecidos pelo som que se segue.

Ainda estou anestesiado pelo que ouvi durante o dia hoje, mas certamente esse aqui estará nas listas de “álbuns do ano”. E, assim como sugeri em Terminal Velocity, do Petrucci, aqui repito: para ouvir sem dó!

Importe seu álbum aqui.

Aqui estão os video-clipes lançados para os singles:

 

Spotify:

Beijo nas crianças!

Kelsei

Contribuiu: Eduardo.



Categorias:Artistas, Discografias, Iron Maiden, Músicas, Resenhas, The Winery Dogs

5 respostas

  1. Kelsei – excelente (e rápido no gatilho) post. Hoje é sábado, portanto, é dia de desc… trabalhar. Vou começar o dia com ele – vamos ver se consigo, na verdade.

    Conseguindo, volto aqui com primeiras impressões (aliás, tomei a liberdade de inserir isso no título do post, dado o tempo e para ficar registrado junto com outras “primeiras impressões” daqui – mas se quiser, pode tirar).

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Realmente o termo “resenha” foi muita ousadia da minha parte.O título era mais simples, então, como eu sei que às vezes tem um “padrão”, eu peguei um post similar e usei a mesma estrutura …

      Bom saber que eu não sou o único trouxa trabalhando no sábado!!

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      • Bom, consegui durante as quase 7 horas trabalhadas dar uma ouvida inicial no álbum.

        Vou concordar com todos os comentários do Kelsei: belo álbum!! Realmente um exemplo do “panela velha é que faz comida boa”.

        Poucos momentos onde achei as harmonias vocais um pouco chatinhas até, mas realmente irrelevantes perto do todo. Baixo predominante em alguns momentos e bateria em linhas muito interessantes. Muitos momentos marcantes de hard e até heavy – claro, as guitarras são de maneira bastante óbvia os destaques absolutos! Sobram riffs, bases e solos de qualidade, talvez até melhores que nos trabalhos das bandas “oficiais” em alguns momentos… hahaha.

        Claramente um trabalho que mostra a força do talento sem pressão ou influência externa, sem expectativas de interesses específicos de terceiros…

        Vale, sem dúvida, conhecer e conhecer bem!

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  2. Kelsei depois do seu post minha expectativa só aumentou.
    A música de trabalho já era muito boa agora vou ouvir com mais atenção.
    Eu que nem imaginava que vc ouvisse esse estilo de som

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  3. Hoje, dia 25 de junho, também uma sexta-feira à noite… praticamente três meses depois do seu post estou ouvindo o referido LP que chegou pelo correio esta semana. Como me recuso a ouvir pela internet/streaming algo que pretendo adquirir em mídia física, é com grande atraso que aprecio este excelente disco e consequentemente comento no também excelente post, que me deixou com muita vontade de abandonar minhas convicções, pois assim que o li confesso estive seriamente tentado a apertar o botão do play do Spotify.
    Bom, particularmente achei um disco magnifico, gostoso de ouvir em qualquer hora, digno das duas feras que idealizaram o projeto.
    Ao ouvi-lo pela primeira vez, achei que a faze mais “Rocker” do Ritchie Kotzen teve um peso maior no geral das músicas, pois notei muita força das influencias de seus discos solo, como What Is… de 98, Change de 2003 e Get Up de 2004, tanto no instrumental, quanto nos vocais e melodias.
    Por sorte, Smith apostou numa sonoridade próxima ao seu projeto The Untouchables, inclusive aproveitando algo da música Singing The Blues e abandonando de vez aquele som mais “modernoso” de outros grupos em que ele se arriscou. Além disso, notei ao ouvir o disco principalmente na primeira faixa uma certa “pitada” de King´s X dos trabalhos iniciais. Então, pelo menos para mim, está tudo perfeito!
    Kelsei, foi muito bom você trazer por aqui a resenha deste fantástico projeto, espero que no futuro tenhamos mais dele. Valeu toda a minha espera!
    Um Abraço!

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