Cobertura Minuto HM – Black Sabbath no RJ – Dehumanizer Tour – 29/06/1992 – um show histórico – resenha

Black Sabbath – Dehumanizer Tour – Canecão, Rio de Janeiro, 29.06.1992

Como sequência nas homenagens a um ano do falecimento de um dos maiores vocalistas de todos os tempos (em nossa opinião, o maior), trazemos hoje um pouco do que foi aquele fantástico dia 29.06.1992, o dia em que pudemos assistir sem dúvida um dos melhores shows de heavy metal que o Rio de Janeiro pôde abrigar. Tratava-se simplesmente da reunião dos mestres Tony Iommi, Geezer Butler, Vinnie Appice e o saudoso Ronnie James Dio, todos pela primeira vez tocando em nossas terras.

Para traçar um panorama do que acontecia naquele ano, finalmente o Brasil estava aos poucos recebendo mais shows internacionais, e depois do sucesso do segundo Rock in Rio, em 1991. Em 1992, por exemplo, tivemos com pouco mais de um mês de intervalo (entre junho e julho) além do Black Sabbath , também o Iron Maiden, na Fear of The Dark Tour. Tanto Dio, de um lado, quanto Tony Iommi e Cia do outro, vinham de momentos comerciais não favoráveis em suas carreiras, e a reunião através do fantástico álbum Dehumanizer trouxe novamente a formação maravilhosa que encantou o mundo desde 1980, com a turnê do clássico álbum Heaven and Hell e nos álbuns Mob Rules e Live Evil.  Mas no começo da década de 90, tanto o patrão Iommi no Sabbath quanto Dio precisavam dar uma oxigenada na carreira e o fizeram fonograficamente em grande estilo.

Assim após passarem parte de 1991 e o primeiro semestre de 1992 envolvidos neste novo projeto inicialmente contando com Cozy Powell na bateria, que não pode gravar o álbum aparentemente por problemas de saúde, finalmente o álbum foi lançado no dia 22 de junho de 1992 e já em no dia seguinte o Black Sabbath estréia sua turnê fazendo três shows em São Paulo, dois no Olímpia e o último no Ibirapuera, tendo a banda Viper como abertura, para 40 mil pessoas. Tiram o domingo (dia 28) de descanso e invadiram o Rio de Janeiro para dois shows em 29 e 30.06.1992.

Para os fãs cariocas, o sentimento era de incredulidade… ver as lendas do metal ao vivo era algo inconcebível, assim como a improvável reunião que acabou por acontecer naquele ano. Era uma segunda-feira com cara de feriado, o Canecão, local do show, era uma casa de espetáculos de dimensões até reduzidas considerando o que iríamos presenciar, no máximo caberiam ali três mil pessoas, e como esperado, estava super lotado. Luzes apagadas, a instrumental E5150 rola em playback e para delírio de todos, a banda emenda em The Mob Rules, como no homônimo álbum. Quando Dio começa a cantar, eu (Alexandre) olho para a cara do meu irmão Flávio ao meu lado, e pergunto, incrédulo, tal a potência do vocalista: Ainda é playback isso ??????? O que se sucedeu foi uma aula de heavy metal, talvez o melhor show que tenhamos visto na vida. Do álbum Dehumanizer ninguém conhecia nada, evidentemente (é lógico que ele não tinha sido lançado por aqui , e internet, nem pensar , naquela época…), mas isso não fez a menor diferença, pois as músicas novas eram tão boas que a platéia não esfriou em momento algum. Assim, após o opening-act, a banda toca Computer God e Time Machine, interrrompidas pelo clássico Children of The Sea. A decisão de incluir os clássicos da fase de Ozzy é recebida de braços abertos pela platéia, a começar por War Pigs, cantada com maestria pelo saudoso Ronnie, um dos melhores momentos do show. Ao seu lado, Geezer Butler impressionava a todos pela habilidade, performance e sonoridade que trazia em seu baixo, marca característica da banda. Dificil era saber para onde olhar…. após War Pigs, Dio apresenta outra do novo álbum, I, que é aberta pelo wah-wah da guitarra de Tony Iommi.

Dio anuncia outra clássica, do álbum Heaven and Hell, Die Young, que serve para o momento solo do pai do heavy metal, Tony Iommi. Com a ajuda valorosa que vem de trás do palco dos teclados de Geoff Nicholls, Iommi toca em cima da melodia lenta de Die Young, depois tem um momento de improviso calcado em jazz (com a participação da platéia carioca nas palmas), toca Orchid (do álbum Master of Reality, de 1971) e retoma com a distorção em sua SG, parecendo possuído, ante a olhares perplexos de todos, inclusive os amigos Marcos Mustaine e Rolf, para enfim terminar seu solo com a introdução da antológica faixa Black Sabbath, novamente uma aula de interpretação de Dio. O vocalista anuncia outra nova música, Master of Insanity, onde Geezer ataca um baixo de cinco cordas e que precede o solo de bateria de Vinnie Appice, ostentando uma cabeleira de questionável origem. O estilo característico de Appice, porém é inquestionável, e a platéia novamente responde em outro momento de incrível interação com os cariocas.

Estamos na parte final do show, e Appice ataca com outro clássico da fase antiga do Sabbath, Iron Man, onde novamente Dio faz com que todos nem se lembrem que a faixa foi cantada um dia por Ozzy. A música que fecha o show é simplesmente Heaven And Hell, e o Canecão quase vai abaixo. Quando Dio pede a participação de todos, é de tal forma surpreendido que quase nem precisa cantar o verso “on and on , on and on, it’s heaven and hell”, a platéia responde de imediato e continua a cantar, mesmo sem que DIO peça a participação, como agradecidos de tal reunião após 10 anos de dissolução da banda, em 1982. A reação dos cariocas traz um sorriso no rosto de Tony Iommi e o semblante de DIO ilustra claramente que a fantástica interação era inesperada. O vídeo abaixo traz trechos de várias músicas do show:

O bis traz Neon Knights e Paranoid, aberta por um trechinho de Sabbath Bloody Sabbath, e fechada como nos tempos do Live Evil, com o riff principal de Heaven and Hell. A lamentar, única e exclusivamente, a falta no setlist de mais alguma faixa do ótimo Mob Rules, como The Sign Of The Southern Cross ou Voodoo, mas o show é perfeito, ainda assim.

A extinta TV Manchete exibiu na época um especial contendo imagens dos shows de 29 e 30, entre os quais os acima disponibilizados no YouTube. A banda ainda fez um show em Porto Alegre, no dia 01.07 e seguiu para a Argentina pra mais dois shows. No fim de julho eles voltam para os Estados Unidos e fazem shows por lá, Canadá e toda a Europa até o início de novembro, mas não são shows com vendagem plena em sua maioria, até a fatídica decisão da banda abrir o show de despedida de Ozzy na No More Tears Tour, motivando nova saída do baixinho que somente voltou quase duas décadas depois. Depois deste histórico show, já vimos Tony Iommi, Geezer Butler, Vinni Appice e Dio diversas vezes no país, mas nunca mais juntos, exceto pela derradeira turnê do Heaven and Hell, em 2009, em São Paulo e no próprio Rio. E o Canecão hoje em dia tornou-se apenas uma lembrança de momentos como o acima:

Créditos da Foto: Eduardo Rolim - 21/05/2011

Afirmamos, sem sombra de dúvida, este foi o melhor momento que presenciamos desta formação, momento este que não há nada que pague e que as imagens, mesmo que distantes, ficarão eternamente guardadas em nossas mentes e nossos corações. Felizes aqueles que lá estiveram e puderam compartilhar daquela segunda-feira inesquecível!

Até um próximo post,

Alexandre Bside e Flávio Remote



Categories: Artistas, Black Sabbath, Cada show é um show..., Curiosidades, Iron Maiden, Resenhas, Setlists

45 replies

  1. Acerteeeeei! Yeaaaah! Hahahahaha
    Depois volto pra comentar 🙂

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  2. “…a platéia responde de imediato e continua a cantar, mesmo sem que DIO peça a participação, como agradecidos de tal reunião após 10 anos de dissolução da banda, em 1982.” Me arrepiei!!!

    Sensacional! Como eu gostaria de ja gostar de Black Sabbath nessa época e ter ido a este show… Mas 92, provavel que eu ainda gostasse de Xuxa hahaha

    Set list incrível, Canecão lotado, público participando…tudo perfeito.

    E o que me leva a pensar que se Dio não tivesse nos abandonado talvez ele permanecesse no Sabbath e voltasse a fazer tour cantando músicas da era Ozzy.

    Pra mim, só o Heaven And Hell mesmo, em 2009, única vez que vi o Dio ao vivo. Sai do Citibank Hall ja esperando por uma nova oportunidade de um show do Sabbath com Dio, um novo album, nova tour… e em menos de um ano depois… 😦

    Enfim, parabens pelo texto sensacional! Me emocionei somente em ler, imagina quando assitir os vídeos?? 🙂

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  3. Tão bom mesmo quanto este show é ver esta resenha de vocês, mesmo tantos e tantos anos depois, por aqui, no Minuto HM. Fico muito honrado e feliz, caras, de ter conhecido o Rolf, que ajudou, sem qualquer esforço, a que eu me apronfudasse um pouco no Black Sabbath com Dio e hoje, posso ler e me emocionar com este post mesmo tendo sido, com para a Suellen, em uma fase que eu ainda estivesse conhecendo mais o rock e metal (nessa época, já ouvia alguma coisa, sim). E, pelo Rolf, ter tido acesso a vocês dois e, de alguma forma, hoje poder dedicar o que conheço a vocês 3 – e afirmar como eu prefiro o Sabbath com Dio do que com Ozzy (com muita folga!).

    É incrível o retrato de vocês desta noite especial – realmente marcou e o nível de detalhes aqui trazidos mostram isso. São várias as passagens do texto que li e também me arrepiei só de me imaginar, com meu conhecimento e gosto de hoje, em uma noite como essas que, infelizmente, nunca mais acontecerá.

    Sou muito feliz em ter visto Dio solo e os shows de 2009 em São Paulo (e ter decidido assistir aos 2 shows paulistanos, ainda bem). E, no fim, são os ótimos momentos associados ao legado insubstituível desta turma que ficarão em nossos corações (e ouvidos).

    Mestres, só agradeço a vocês 2 e ao Rolf… parabéns e obrigado!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. “E o Canecão hoje em dia tornou-se apenas uma lembrança de momentos como o acima”

    Triste ver o Canecão abandonado desse jeito.
    Ele agora pertence a UFRJ e ate onde sei, será criado um centro cultural no lugar em parceria da UFRJ com empresas privadas.

    Mas enquanto isso não acontece só há pichações nas paredes, vidros quebrados, rebocos caindo… Logo, logo o Canecão vai virar um abrigo de mendigos ou, na melhor das hipoteses, algo como o Imperator é hoje em dia: um epaço onde rola uma feirinha com várias barraquinhas vendendo roupas, coisas de casa, artesanato…, ou seja, nem sombra do que era antigamente!!!

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  5. Suellen, muito grato pelos elogios, e saiba que fiquei tentado a lhe informar sobre que resenha de show estaríamos publicando em breve no domingo passado,horas antes do show do Paul MacCartney, mas o Eduardo não deixou, e quem sou eu para contrariar o ” dono da bola ” . Mas o melhor do post é sem sombra de dúvida, os vídeos do youtube, que mostram claramente o que foi essa super banda em ação. O review tenta trazer algo do que aconteceu, mas experimente dar um clique em qualquer dos links acima e aí sim você vai talvez entender o que foi aquela segunda feira mágica em 1992.
    Eduardo, novamente nossa apreciação é idêntica: Por mais que eu entenda a importância histórica para o gênero e também aprecie muito a fase do Ozzy no Sabbath, é essa a formação que me fez mais feliz e que tinha uma química inquestionável, como você teve a chance de ver 17 anos depois.
    A minha lembrança principal é quando o Dio começou a cantar Mob Rules , infelizmente o especial da TV Manchete trouxe a versão do dia 30, e ainda assim com falhas no áudio.
    Neste maravilhoso dia 29/06/92,quando eu ouvi a frase “Close the city and tell the people that something’s coming to call” eu compreendi o que era um vocalista de verdade …nada mais precisava ser avaliado….

    Alexandre Bside

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    • Agradecimentos aos elogios ainda mais de vocês (Suellen e Eduardo) que sabem tudo deste nosso universo.
      Olha que me desculpem os fãs do Ozzy, e eu gosto da fase do Sabbath com ele, principalmente o Sabbath Bloody … e o Sabotage (o Paranoid tb merece destaque), mas a quimica dos quatro cavaleiros do apocalipse (Dio, Iommi, Geezer, Appice – o irmão) é na minha humilde opinião imbatível. Sei que a galera vai falar do excelente Born Again, do quase album solo Seventh Star com outro gênio vocal (Glenn Hughes) ou mesmo que há fãs de carterinha da fase Martin, mas o que é a dupla Mob Rules/Dehumanizer ? São impecáveis albuns de HM. Sei também que lá vem o crucifixo para o album que eu não destaquei: O Heaven and Hell, que (como não poderia deixar de ser) é maravilhoso também, mas como eu disse em nosso último pequeno podcast é um Sabbath/Rainbow – bom pacas, mas falta a uniformidade demoníaca dos outros dois.
      Depois disso tudo que falei, e nem sei pq, fica claro para mim o fato de ter assistido um show que trazia o repertório desses aí em cima e de algumas versões dos classicos prévios do Sabbath cantados pelo nosso mestre da voz, como sempre e novamente impecáveis.
      Aos que gostam mais da fase do Ozzy ou das outras que falei, novamente me perdoem, mas aquela segunda com aqueles 4 caras já ditos não me dava mais vontade de assistir qualquer outra formação – só muitas saudades destes dias que eternizaram o Canecão.
      FR

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      • Remote, estou com você em tudo que você comentou, exatamente tudo, inclusive destacando álbum Mob Rules. A lamentar, apenas, eu ter nascido na época errada, atrasado, e não ter podido assistir a shows incríveis no final dos anos 80 / começo dos 90, como este.

        Mas é bem isso… uma coisa é gostar da fase com Ozzy, respeitar o Ozzy pelo que ele fez e representa ainda (apesar de inúmeras manchas, principalmente nos últimos anos) mas outra coisa é não é admirar AINDA MAIS o Sabbath com Dio, aliás, o Dio em qualquer lugar. Em termos vocais, que é o que interessa mais no final do dia, não há como comparar – esta é a verdade… absoluta e objetiva!

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

    • Não “deixei” você falar para ela para não estragar a ótima surpresa que eu sabia que viria com a publicação deste post histórico.

      E sim, B-Side, eu conhecer a fase Sabbath com Dio e Dio no Rainbow, solo, etc., me fez abrir a cabeça e mudar de opinião… por mais que a maioria ache (e com razão, não há certo ou errado) que Sabbath é somente característico com Ozzy, e que Ozzy tenha grandes momentos com o Sabbath, isso não significa que é o MELHOR em termos vocais ou afinidade com o restante dos músicos da banda – esse lance da “química” que você menciona…

      Parabéns novamente para você e para seu irmão pelo post e agradeço novamente pela “visita” que você me fez em pleno Rio de Janeiro 🙂 .

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Bside, bastaram as dicas letra “O” (diO), entre os anos 90 e 95 e a lembrança do Eduardo tirando foto do Canecão no dia anterior pra eu matar a charada hahahahaha
      Não resisti e tive que vir aqui pra celebrar minha vitória \o/

      Eu acabei de ver os vídeos. Se pra mim, que não estava la, ja foi emocionante assistí-los, imagino como deve ser pra vocês reviver estas lembranças. Impressionante a força do Dio cantando “I”

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      • Su, minhas fotos do Canecão foram PURA COINCIDÊNCIA… só tirei porque estávamos ali… não foi nada combinado e nem eu sabia que uma das fotos seria aproveitada neste incrível post…

        Eu apenas enviei para o B-Side e Remote, mas não tínhamos combinado nada… hahahaha.

        Você é exxxxperta demais… não dá para dar dicas que você resolve muito rápido estas charadinhas…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

    • Ontem a noite eu vi os vídeos com calma. É impressionante mesmo… a banda inteira é impressionante… estão todos muito bem… Geezer não toca baixo, ele… sei lá o que ele faz… é um monstro naquele instrumento!

      Iommi sem a cruz e Dio com uma na camiseta… interessante.

      A performance de Dio é de se assustar… sobrava voz, sobrava tudo. Enfim, melhor que falar é rever os vídeos…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

      • “….A performance de Dio é de se assustar… sobrava voz….”

        Perfeita definição, Eduardo, é exatamente isso que vimos e ouvimos naquela segunda feira…sobrava, mas sobrava muita voz mesmo…..

        Bside

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  6. Realmente B-side e Remote são únicos.

    Eduardo, voce terá que pagar salário para esses caras senão vai perde-los para alguma revista especializada, os caras tem uma memória e vivencia metalística invejável, só não sei aonde eu estava que não estava nesse show com eles…

    Quanto a banda e ao mestre Dio não preciso comentar, tudo já foi dito.

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  7. Orra! lembro quando o FR apareceu aqui em casa com esse show. Passou uns 8 meses no meu player:D
    nao tem como nao se arrepiar quando a galera canta sem o dio pedir…

    abraço galera!

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  8. B-Side e Remote, post publicado no Whiplash: http://whiplash.net/materias/news_850/131380-blacksabbath.html

    Parabéns…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Caramba, eu estava lá e até hoje, digo que foi o maior show da minha vida !!!!

    Consegui uma recordação em vídeo do show seguinte, mas mesmo assim, é uma pu** recordação !

    Depois que heaven and hell acabou, a emoçao foi tão forte que vomitei todo o almoço e ainda tive tempo de votar pra perto da grade !

    VocÊ só esqueceu de mencionar as lágrimas de Dio no final de Children of The Sea, visivelmente emocionado !

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    • Allan, antes de tudo obrigado pelas palavras, realmente se não foi o melhor show da minha vida, foi sem dúvida um dos três melhores, mas a chance de ter sido o melhor é muito grande.
      Eu não mencionei as lágrimas do Dio por que você ao que parece estava em posição mais privilegiada e viu algo que eu não vi, sensacional…
      Em relação ao vídeo, certamente é do especial da Manchete , e tal especial traz músicas dos dois shows, por exemplo a própria Heaven And Hell, onde infelizamente você passou mal é justamente a do dia 29, onde o Dio ficou atônito com a reação da platéia ( inclusive eu e você , diga-se de passagem) a repetir o “…On and On, on an on , its heaven and hell”. O momento foi simplesmente inesquecível.
      Fico feliz do post ter trazido por aqui pessoas que testemunharam aquela segunda feira histórica ,como você

      Saudações

      Alexandre Bside

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    • Olá Allan, seja bem-vindo ao Minuto HM. Valeu pelo comentário.

      Aproveite o blog!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  10. Olá meu caro. Indicarei sua matéria em breve para uma reportagem que está sendo feita sobre Ronnie James Dio no blog consultoriadorock.blogspot.com

    Grato

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  11. pow alguém ai sabe um link ou pode me mostrar onde consigo a Heaven and Hell dessa turne? queria muito esse video

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  12. Eu vi o segundo show no Canecão.
    Fantástico!

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  13. Sim, Pablo, obrigado por comentar , e gostaríamos muito de saber as melhores lembranças que você tem desse show tão especial !

    Alexandre Bside

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  14. Sério mesmo, os encheram de lágrimas ao ler esta resenha! Eu sou um grande fã de Black Sabbath, sobretudo admirador do “baixinho metal”, mas nunca tive a oportunidade de vê-lo ao vivo… no último show aqui no Rio, com o Heaven & Hell em 2009 não tive grana… mas é isso, a música está aí e não morre! Long Live Dio anda Black Sabbath \,,/

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    • Olá Leonardo, muito obrigado por registrar este comentário por aqui. Dio ao-vivo é um exemplo do que é o melhor do ser humano, além da capacidade dele musical.

      Que legal que tenha curtido este artigo. Estamos com muita coisa sobre Dio publicada e em andamento no blog, dê uma passeada por aqui que tenho certeza que encontrará outras coisas bem legais!

      Continue conosco e seja bem-vindo ao Minuto HM.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  15. Sempre estou recordando o show do Balck Sabbath no Olímpia, meus filhos não aguentam mais ouvir.rsrsrsr.
    E por sorte do destino ganhei uma fotoagrafia autografada pela banda. Um orgulho poder ter dito o privilégio de receber do rapz do som, que gentilmente pegou na pasta e subiu na cadeira para me alcançar. Tive que esconder a foto junto ao meu corpo ao sair do camarote. Guardo-a muito bem. Foi fantástico e emocionamte. Fomos com uma turma da empresa em que eu trabalhava, ficamos no camarote junto a mesa de som do grupo. Ah! que maravilha poder ter visto de perto e curtir o show que foi unico para mim.
    Saudações à todos que curtem Black . Telma Qualquer dia deste foi publicar a foto para vcs.

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    • Telma, primeiramente, bem-vinda ao Minuto HM. Obrigado pelo seu fantástico comentário, que legal você compartilhar conosco as lembranças.

      Olha, tenho certeza que o pessoal vai gostar de ver a foto, fique a vontade para entrar em contato para darmos um jeito, ok? Será um prazer disponibilizá-la neste espaço.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  16. Estive neste show… Alem dos momentos ditos acima, me marcou muito o carinho do Dio com nós da plateia (com 18 anos de idade na época fiquei na fila do gargarejo), Ele simplesmente bateu na mão de praticamente todos, não na minha. Mas um maluco que estava bem proximo de mim ficou gritando esteticamente quando ele passou. Simplesmente ele voltou e agarrou a mão do maluco num gesto de carinho !!!!! inesquecível !!!!!

    Na época nem sabia que seria transmitido pela TV, Hoje em dia assisto orgulhoso ao vídeo do show com lagrimas nos olhos….

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