Discografia Van Halen – [CAPÍTULO 6]

{ 1984 – álbum e turnê, 1984 }

O ano era 1983. Eddie estava já estava muito insatisfeito com o rumo do Van Halen há algum tempo mas de alguma forma isto se agravara no processo de gravação do último trabalho.

Assim como tempos atrás ele não estava satisfeito com as guitarras e começou a montar as suas próprias, Eddie não estava satisfeito também com o processo de gravação dos álbuns do Van Halen.

De personalidade forte, costumava bradar sempre que possível “I like to do it my way, Eddie way!” (eu gosto de fazer do meu jeito, o jeito do Eddie, em inglês). E esta era também a resposta padrão para David Lee Roth sempre que este lhe fazia uma sugestão, geralmente em relação a ritmos, arranjos e solos, em músicas do Van Halen.

Agora com mais tempo livre, Eddie pediu para Don Landee esboçar o que seria um estúdio caseiro mais adequado para proporcionar gravações com qualidade superior as que estavam experimentando até então.

E foi no começo deste mesmo ano que Eddie e sua esposa começaram a montar um dos estúdiso mais icônicos e famosos da história do rock mundial, nos subúrbios de Los Angeles, Califórnia.

O estúdio tinha cerca de 50m², com acústica garantida através de camadas de fibra de vidro e borracha, além de dispor de uma cabine isolada em frente à sala de gravação – algo extremamente refinado para a época e principalmente por se tratar de propriedade individual.

Mas logo nos primeiros testes, um problema foi identificado: interferência com ondas de rádio AM de uma estação local. Como a estrutura já estava toda montada, a única solução também foi deveras caseira: Landee pediu para que envolvessem todo o estúdio em uma grande grade de galinheiro, transformando o local em uma gaiola de Faraday (dispositivo capaz de bloquear descargas e ondas eletromagnéticas). “Ficou feio, mas funcionou”!

No melhor estilo Van Halen, o home studio foi batizado de 5150, o código utilizado nas transmissões de rádio da polícia de Los Angeles para classificar indivíduos insanos.

E foi aí mesmo, dentro desta gaiola, que o Van Halen se reuniu em meados de 1983 para gravar seu próximo álbum, que seria lançado no ano seguinte e teria título homônimo: 1984.

Roth sempre foi completamente contra a utilização do 5150 para a gravação dos trabalhos do Van Halen. Para ele, o mero fato de ter de entrar neste estúdio já o fazia fechar a cara e resmungar (leia-se xingar extensivamente).

O lineup se manteve, pelo menos até então:

Lineup:

David Lee Roth: Vocal

Eddie Van Halen: Guitarra e backing vocal

Michael Anthony: Baixo e backing vocal

Alex Van Halen: Bateria

A capa de 1984, com o ano escrito em números romanos (MCMLXXXIV), soou de forma provocativa em alguns países, onde acabou por ser censurada.

O Reino Unido, por exemplo, estava em meio a uma campanha contra o tabagismo e, desta forma, o álbum vinha com um adesivo contendo os números romanos colado na mão do ‘anjinho’, para cobrir o cigarro que está segurando. O adesivo era um colante removível.

O back cover do álbum já anunciava o tom futurista (através da fonte na qual o 1984 está escrito) contrastante com o título em números romanos na parte frontal.

Tracklist:

Faixa Título Compositor Duração
1 1984 Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 01:06
2 Jump Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 04:03
3 Panama Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 03:32
4 Top Jimmy Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 03:00
5 Drop Dead Legs Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 04:14
6 Hot for Teacher Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 04:42
7 I’ll Wait Anthony, McDonald, Roth, VanHalen 04:42
8 Girl Gone Bad Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 04:34
9 House of Pain Anthony, Roth, VanHalen, VanHalen 03:19

Tour:

A turnê do álbum 1984 teve início em Janeiro do ano título do trabalho e durou até Julho do mesmo ano, contando com  103 shows divididos em 4 legs, além da participação no Monsters of Rock de 1984, em Donington, Inglaterra.

A turnê foi uma explosão maravilhosa em renda, público, mídia, críticas… foi, na verdade, o Van Halen atingindo seu mais alto patamar no rock mundial!

Porém Roth não aguentava mais os caprichos e a personalidade de Eddie e a recíproca era verdadeira ou até mesmo mais acentuada. Eram constantes as trocas de ofensas em qualquer tipo de situação, fossem passagens de som a eventos representando a banda e etc.

Até que a partir de certo momento, os desafetos chegaram ao clímax de se distanciarem um do outro até mesmo no palco, durante os shows (!!!) e fazerem saídas distintas após o encore, dirigindo-se para backstages separados.

A título de exemplo, tente encontrar Eddie no vídeo abaixo, feito em show realizado na Alemanha. Dave parece cantar sozinho no palco.

Claro que vale uma ressalva sobre o backstage separado, muito alardeado como o maior indicador da ruptura dos integrantes: Roth precisava de privacidade!

Por que? Bem, Dave montava sempre esquemas com os organizadores dos shows. Ele tinha assessores no meio da plateia, munidos de rádio, distribuídos de forma planejada dentre a multidão. Enquanto Eddie fazia seus solos inimagináveis, Dave fazia um rápido “scan” pela platéia procurando por mulheres que o atraíssem e mandava então um aviso ao assessor mais próximo via rádio. Ao término do show, as escolhidas já estavam reunidas em uma sala de backstage cheia de beldades. Roth entrava, escolhia novamente e pedia para que entregassem uma cerveja às que fossem então preteridas. Daí pra frente, era realmente crucial ter um backstage individual e com bastante privacidade!!

Não é nem preciso dizer que isto também deixava os irmãos Van Halen fulos da vida, apesar de não admitirem.

Em contrapartida, Dave tem novas e calorosas discussões com Eddie ainda no término do ano de 1984, por aparições da banda canceladas devido ao nítido abuso de drogas por parte do guitarrista. A figura de Roth como o frontman da banda em muito incomodava e aí não só a Eddie, mas sim aos irmãos Van Halen em si.

Ainda para agravar a situação, o rei do Pop, Michael Jackson, convida Eddie para participar da gravação de “Beat It”, faixa que seria responsável por quebrar as fronteiras da música por ser de um cantor negro a ser tocada em rádios de rock voltadas para o público branco, ao mesmo tempo em que também podia ser ouvida em rádios de música negra.

O sucesso estrondoso (e mesmo o resultado final – o solo feito por Eddie é memorável) de nada serviu a não ser alimentar a discórdia entre os integrantes do Van Halen.

Vendo que isso incomodou Roth, Eddie passou a sempre que possível tocar e fazer participações fora da banda sem nem sequer consultar os integrantes.

Já Dave por sua vez começou a pensar em também fazer trabalhos solos, talvez algo cover ou do gênero.

Era começo de 1985 e algo inevitável estava para acontecer…

Avaliação:

Maravilhoso! Na época de seu lançamento, muito foi comentado sobre o uso dos teclados (sintetizadores). Longe de ser uma novidade no Van Halen – eles já vinham sendo utilizados em outros álbuns e trabalhos – porém sempre como suporte à melodia, subordinados às guitarras.

Aqui não. Principalmente em Jump, o teclado toma lugar muito mais à frente, e não por acaso, uma das principais razões do single Jump ter se tornado o maior hit da banda até então. Foi a primeiro vez que uma banda de rock se propôs a fazer isso e mais uma vez o Van Halen escrevia a história do gênero.

Os irmãos Van Halen e Anthony conseguem manter a explosão do rock em um ótimo conjunto de músicas originais, interessantes, algumas com letras mais complexas e com muita energia.

E por falar em explosão e energia, é hora de falar de Diamond Dave. David Lee Roth é o ícone que mais brilha, com energia ilimitada em 1984. A faixa Panama, ao lado de Jump, ficou marcada eternamente pela performance mais visceral ainda de David Lee Roth.

Premiações:

De longe o melhor disco da banda, 1984 conseguiu a 2ª posição do top 200 da Billboard em 1984 além dos singles Jump, Panama, I’ll Wait e Hot for Teacher terem todos figurados entre os top 50 do mesmo ano, respectivamente: 1º lugar, 13º e 34º.

O impacto deste álbum foi tão grande que conseguiu avançar sobre as fronteiras do rock, sendo hoje Jump uma música conhecida mundialmente como sendo Pop, mas justamente, devido à sua Pop-ularidade.

Curiosidades:

O trecho de teclado contendo pouco mais de 01 minuto da faixa 1984 foi gravado num momento de relax de Eddie dentro de seu estúdio. Donn Landee aproveitou e gravou-o executando aquele trecho sem título. Foram aproximadamente 31 minutos de gravação. Eddie e Alex foram diminuindo o tamanho da gravação até chegar ao tempo que ficou registrado no disco.

Panama Express – Esse é o nome do Hot Rod no qual o Dave se inspira para escrever a letra – isto quer dizer que ele escreve sobre carros rápidos, ao contrário do que se pensa inicialmente que ele escrevia sobre garotas. Após o solo, pode-se ouvir o ronco da Lamborghini Countach LP 500S 1972 de propriedade do Eddie. Eles esticaram microfones e colocaram o ronco do escapamento no trecho em que o Dave fala  “… I can barely feel the road from the heat coming off…”.

A inspiração para Girl Gone Bad veio daqui do Rio de Janeiro! Eddie teve a inspiração para essa música na viagem feita a América do Sul pela turnê de Diver Down em 1983. Ele estava hospedado em um hotel no Rio de Janeiro e compôs a música toda dentro do banheiro de sua suíte, apenas para não acordá-la.

O nome da música Jump foi dado após os integrantes assistirem um noticiário de TV exibindo um popular que ameaçava se atirar do topo de um prédio e transeuntes nas ruas começavam a gritar “Jump!” (pule/salte, em inglês).

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 5 estrelas ( * * * * * )

Você JÁ ouviu: Jump e Panama!

Ouça: 1984; Jump; Panama; Drop Dead Legs; I’ll Wait; House of Pain.

Try Out (específico para quem não sabia que Beat It em o solo de Eddie):

Ouça a música de Michael Jackson novamente, sabendo a verdade por trás do belo solo.

[ ]’s

Julio com colaboração imprescindível de Mayra Scheidt



Categories: Artistas, Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, Discografias, Instrumentos, Letras, Músicas, Resenhas, Van Halen

33 replies

  1. Julio, o vídeo da Jump não estava aparecendo, dei uma ajudinha para que ele ficasse disponível, algo irrelevante face a tamanho conhecimento que adquiri com seu post que trata tão brilhantemente desta fase tão conturbada da banda, que culminou com a saída de Dave.
    A questão que envolve o distanciamento entre Eddie e Dave deve-se provavelmente aos excessos que o reconhecimento mundial da banda acabou trazendo para as relações entre duas pessoas de personalidades tão difíceis . O álbum que fecha este primeiro ciclo do Van Halen é o meu preferido , e vou além das mais clássicas como Jump e Panamá, encontro diversos outros momentos brilhantes como Drop Dead Leg, Top Jimmy, Girl Gone Bad e House of Pain.
    Aliás essa última, como curiosidade, fazia parte dos primórdios da banda, mas só acabou sendo registrada fonograficamente neste 1984.
    Essa versão de Jump ao vivo não me agrada muito pois tanto Eddie quanto Michael Anthony se encarregam exclusivamente de teclados, na parte mais alto do cenário, o que compromete o resultado final da música, algo que seria modificado mais pra frente quando a banda voltou a tocar a música, seja com Sammy Hagar alguns anos depois ou na última turnê que reuniu novamente Dave na banda, mas vamos deixar que você nos conte isso de forma plena no futuro.
    Um grande parabéns pelo ótimo texto e até a próxima etapa !

    Alexandre Bside

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  2. Julio (e Mayra), em linha com o que o B-Side escreveu acima, este post está excepcional – para mim, o melhor até agora desta discografia justamente neste que é também um álbum que tenho grande apreço – nem tem como não ter…

    Muito legal a forma como o texto foi amarrado (tomei a liberdade de fazer alguns pequenos ajustes, nada demais) e a história contada, incluindo aí todas as faíscas (ou labaredas, nesta fase) entre Dave e Eddie, bem como culminando em curiosidades legais não só na parte final, mas durante a leitura.

    A parte do “scan” na plateia para o backstage depois me arrancou boas risadas por aqui…

    Creio que Jump foi a primeira música que conheci da banda, exatamente pela super-mega-ultra fama dela. É aquela música que dá para ouvir em qualquer ambiente – inclusive com familiares que nada escutam do gênero rock / metal – e, talvez por isso, eu tenha esta lembrança. Sempre fez parte de coletânea musicais que eu fazia no passado, em fitas cassete ou mesmo depois em CDs.

    Ler este texto dá imediatamente uma vontade maluca de ouvir o disco. E, estando em férias, por que não? FUI!!!!

    Parabéns novamente a vocês e ansioso pelo próximo capítulo!

    Observação para o amigo Rolf: ROLF, ANOTA AÍ – DISCO 1984 DE 1984! 🙂

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. Excepcional. Muito bom mesmo. 1984 é o ano!!!!!! Rolim, você esta corretissimo. Estou lendo tudo e aprendendo muito mas nem sempre estou tendo tempo de postar algo pra comentar aqui.

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    • Rolf, estou corretíssimo graças a você mesmo, que foi o primeiro a comentar do ano de 1984 como talvez o grande ano do heavy metal.

      O Julio e todo o pessoal que o ajuda realmente estão de parabéns com tudo que vem sendo trazido aqui.

      E a camisa (camiseta) de 1984? Tem que sair, hein?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Não me contive e vou comentar algo aqui sem sentido: eu me lembro que na época de Jump eu era aficcionado pela música. Mas eu tinha assim uma evrdadeira fixação por esse som que procurava nas rádios insistentemente. Me lembro que havia uma diarista que trabalhava na minha casa e ela ouvia um programa na AM todos os dias. Num esquema Haroldo de Andrade. Daqueles programas que só tocavam músicas de tema de novelas e músicas bem populares. Ela constantemente ligava pra rádio pra pedir música. A audiência da rádio devia ser tão baixa que sempre que ela ligava de manhã a música que ela pedia tocava de tarde e sempre o locutor citava o nome dela antes de tocar a música. Eu achava aquilo extraordinário, afinal eu tinha 11 anos de idade e via naquilo algo de “interação” que era sensacional na época. Ai um dia eu pedi pra ela pedir do Jump do Van Halen no programa do cara. Ela foi lá e pediu a música pelo telefone. Ficamos esperando de tarde colados no radinho de pilha que ela usava, mas o som não tocou e nós ficamos bastante decepcionados. Dali em diante passaram-se alguns dias – não me recordo quantos dias – e eis que de repente ela sai correndo da cozinha e fala “Rolf, eles vão tocar a sua música” e me lembro claramente do locutor falando ” e Agora do pedido da Regina Van Halen, Jump” …nossa, eu liguei o som da sala. – que era um Sharp muito maneiro – no máximo e eu e a diarista pulávamos feito loucos na sala ouvindo essa música …..O locutor pronunciou tudo muito corretamente ………depois de algumas décadas eu imagino que eles nem sequer tinham esse tape lá na técnica da rádio pra tocar esse som e levaram algum tempo providenciando o vinil ou a fita pra tocar na rádio ….que história idiota, não? tentei depois com I Love It Loud mas essa não rolou mesmo……….

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    • Rolf, que legal essa história… obrigado por compartilhá-la por aqui… permita-me apenas discordar de uma coisa que você fala: “Não me contive e vou comentar algo aqui sem sentido”.

      Por favor, não se contenha mais vezes e conte mais coisas assim por aqui, que fazem sim todo o sentido… são essas lembranças tão gostosas e saudáveis da vida que fazem a diferença na nossa vida, cara…

      Viva a Regina, você, o rádio AM, o locutor e o Van Halen… 🙂

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  5. Excelente história , Rolf, essa nem eu conhecia…Surreal, eu diria , viva a Regina e a radio AM!!

    Alexandre Bside

    Like

  6. mais uma gde resenha..

    ei tb achei q este é o melhor cd do van halen com o roth..

    talvez o melhor do vanhalen, ponto..

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    • Eu sempre tive uma duvida entre esse e o Van Halen I. Depois que comprei toda a coleção, continua a dúvida e tem outros que estão quase disputando com esses dois, como o Van Halen II.

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  7. E eles estão tocando Girl Gone Bad ao vivo na atual turnê .. E com maestria, diga-se de passagem. A música é talvez a minha favorita deste álbum sensacional.O coro começa a engrossar: Van Halen, venham ao Brasil, por favor !!!

    Alexandre

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  8. Apenas um adendo cômico: já faz algum tempo que qualquer email ou msg que o Eduardo manda pra mim, logo quando vejo chegar me vem na cabeça: “VH confirmou Brasil”!!!

    Infelizmente ainda não foi o caso mas não vai ser por falta de torcida!!

    [ ]’s

    Julio

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    • Hahahahahahahahahaha… excelente… vai chegar nossa hora, cara, e sim, pretendo. A propósito, a última vez foi apenas para lhe perguntar se já estava com possibilidades de comprar o ingresso do Scorpions. Depois vamos conversar sobre? Rolf e eu estamos garantidos na pista (comum).

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  9. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  10. Curiosidades sobre I’ll Wait e a relação dos créditos da música na nota “Van Halen: a desconhecida coautoria de um Doobie Brother”: http://whiplash.net/materias/news_817/198900-vanhalen.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  11. Minute-men,

    Na sua primeira fase como vocalista do Van Halen nos 70’s/80’s, Dave Lee Roth ficou muito conhecido, além de seus característicos vocais ao estilo “crooner” a la Frank Sinatra, por seus sensacionais saltos e golpes de karatê durante as apresentações da banda, sendo um verdadeiro show à parte.

    Vejam essa divertida compilação publicada no youtube:

    keep kickin’

    Abilio Abreu

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  12. Na minha opinião, este foi o último grande disco do Van Halen. Depois que DLR saiu, assim como muitas outras bandas, o grupo perdeu a graça totalmente. Aliás, 1984 é o único disco no qual conheço alguma coisa da banda, como os hits “Jump”, “Panama” e, principalmente, “Hot for Teacher” música que ocupa um lugar entre os meus 10 melhores hinos do heavy metal, mesmo o VH sendo uma banda de Hard Rock (assim como o Scorpions, por exemplo). Sou um iniciante na obra do VH e pretendo conhecer um pouco mais sua obra.

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    • Muito legal seu comentário,Igor.

      O Vh pós Dave Lee Roth é praticamente outra banda, não há dúvida. Mas tem gente que gosta bastante e outros (como eu) que convivem bem com essa segunda fase da discografia da banda (no caso, com Sammy Hagar, vamos deixar claro). Em relação à fase anterior, a qual você alega que pretende se aprofundar, já entendo que há na sua afirmação de que este seria o último grande álbum da banda um certo resumo do que você pode encontrar, já que os dois primeiros álbuns são tidos e reconhecidos como quase inquestionáveis ( em especial o primeiro, um dos grandes álbuns de estréia de todos os tempos) .
      Os demais álbuns com Lee Roth trazem faixas espetaculares no meio de outras não tão inspiradas, mas valem, sem dúvida, cada audição. Não podemos esquecer que Eddie faz das suas sempre que resolve registrar algo fonograficamente. Assim, vá tranquilo, se já não conhece os dois primeiros, apresse-se, eu sugiro, mas quanto aos demais três álbuns não tenha tanta expectativa. São bons álbuns, mas não chegam ao nível de excelência dos demais mencionados.

      Ah, em tempo : essa discografia vai retornar..( para o bem ou para mal dos que aqui voltarem)

      Saudações,

      Alexandre

      Like

    • Por onde anda (exposto) o carro usado em Hot For Teacher? Não só ele, como outros clássicos como batmóvel mais clássico e o DeLorean do BttF: https://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/27/veja-de-pertinho-como-esta-o-delorean-original-de-de-volta-para-o-futuro.htm

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

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