O poder de uma canção – O Queensrÿche constrói seu império

QUEENSRŸCHE – EMPIRE

Ordem original do LP:

Lado 1: 1-Best I Can — 5:34 | 2-The Thin Line — 5:42 | 3-Jet City Woman — 5:22

Lado 2: 1-Della Brown — 7:04 | 2-Another Rainy Night (Without You) — 4:29 | 3-Empire — 5:24

Lado 3: 1-Resistance — 4:50 | 2-Silent Lucidity — 5:48 | 3-Hand On Heart — 5:33

Lado 4: 1- One and Only — 5:54 | 2- Anybody Listening? — 7:41

Lançamento: 21/08/1990.

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De volta aos posts depois de um indesejável ” hiatus “, trago aqui para o Minuto HM uma resenha do 3 vezes platinado álbum Empire, do Queensrÿche. O principal motivo para esta resenha (se é que uma resenha precisa ter uma razão) traz o fato do blog ter até o momento resenhas distintas, de diferentes autores, de seus primeiros três álbuns. Ficava para mim a sensação de uma espécie de lacuna em não ter por aqui o seu álbum mais famoso e mais vendido. A lacuna está sendo preenchida agora, numa resenha onde pretendo tentar explicar como a banda conseguiu chegar ao tão sonhado sucesso durante os anos de 1991 e 1992.

download

Em 1988, no entanto, qualquer pessoa que estivesse antenada com a cena metal/hard rock da época imaginava que o fato do Queensrÿche não ter ainda chegado ao mainstream era talvez uma questão de estar ” no lugar certo, na hora certa “. Isso porque a banda já tinha atingido o público especializado, que ficou de boca aberta com o seu primeiro álbum, The Warning, de 1984. Além disso, a gravadora EMI deu ao conjunto um apoio bastante promissor, que trazia na ocasião um handicap de ter aberto os shows da tour do Kiss, em seu álbum Animalize.

Dois anos depois, o público recebeu com certa estranheza o segundo álbum, Rage For Order, mas ainda assim boa parte de seus fãs permaneceu fiel à banda, ainda que tenha ” rateado ” naqueles instantes iniciais, face ao direcionamento que deu uma guinada não somente no aspecto musical quanto também no visual, que acenava com roupagem e cabelos com estilo modernoso, até new-wave, meio ” Duran-Duran”. Com o terceiro álbum, Operation: Mindcrime, já em 88, não havia dúvidas: a banda tinha atingido um amadurecimento musical e chegado ao seu pico, trazendo um séquito de fãs que lhe deram o primeiro álbum de ouro, em 89.

O álbum, inovador, trazia algo poucas vezes tão bem definido: aliar o estilo metal ao audácia de um álbum conceito, tão mais comum na cena progressiva. E mais, a gravadora continuava a investir pesado na banda, produzindo 6 videoclips para promover Operation: Mindcrime, compilados em 89 no então Home Vídeo em formato VHS intitulado “Operation Video Mindcrime”. Abrindo para bandas como Metallica, Ozzy, Iron Maiden e para o “estourado” Def Leppard, o que faltava para o Queensrÿche conseguir que seu som ultrapassasse as fronteiras em atingir prioritariamente seu público especializado?

Bem, em 1990, a banda volta ao estúdio para as gravações de Empire. Independente do novo direcionamento musical, afinal a banda até aquele momento primava por não repetir fórmulas, fato que se seguiria pelo menos nos próximos dois álbuns durante a década de 90, o que se repete é o produtor de Operation: Mindcrime, Peter Collins, conhecido por seus trabalhos com o Rush. Em agosto, Empire é lançado e repete inicialmente a repercussão dentro de público fiel, ao lançar a faixa-título como single e videoclip.

Até ali, o que se apostava era que Empire pudesse sedimentar o seu público e arregimentar mais alguma fatia dentro seu gênero. O álbum, porém, era mais diverso e tinha deixado a temática conceitual de lado, além de apostar mais fortemente para um direcionamento hard rock e até flertar com pitadas de pop aqui e ali, tendo algumas baladas. As baladas, no entanto, não eram novidade para a banda: faixas como The Lady Wore Black (do EP homônimo de 1983), No Sanctuary (do The Warning) ou I Will Remember (do Rage For Order), entre outras, apontavam nesta direção.

O álbum caminha um pouco mais e está próximo de atingir o status de platina, mas ainda não consegue movimentar a indústria musical considerada do “mainstream”. No início de 1991 , eles vem ao Brasil para um set curto no Rock in Rio 2, onde tocam apenas 3 do novo álbum: a própria Empire, Resistance, que abria os shows da tour e Best I Can:

Em fevereiro, a EMI resolve apostar em Silent Lucidity, finalmente acerta em cheio no alvo, e tudo que se pode dizer é , como é citado em um dos jargões mais populares, o resto é história:

O ano segue mágico para a banda, que recebe a dupla platina em dezembro. Além disso, seus álbuns anteriores conseguem o status de gold álbum no início do ano. A banda segue tocando e faturando horrores, enquanto Silent Lucidity atinge o nono lugar na parada Billboard. Empire chega ao sétimo lugar das paradas e chegaria em 1994 a receber a platina tripla. Vários clips do álbum multiplatinado são presença constante na MTV, como Jet City Woman:

O cenário continua fabuloso para o Queensrÿche, que havia participado do MTV Awards, em 1991, sempre tocando Silent Lucidity.

A emissora resolve fazer um Unplugged com a banda, enquanto veicula novos clips, como o de Another Rainy Night ( Without You), que foi tocada no Bilboard Music Awards de 1991, vencido também por Silent Lucidity na categoria Rock Track:

Hoje, Silent Lucidity é o carro chefe da banda e a responsável por fazer do Queensrÿche mais um dos grupos considerados “one-hit wonders”, segundo este link. E aqui eu termino a retrospectiva da carreira do álbum Empire e o impacto inegável trazidos pelos frios e irretocáveis números atingidos pelo seu single Silent Lucidity para os seus autores enquanto banda (a música é de autoria exclusiva de Chris DeGarmo) e passo para uma reflexão que vai trazer minha opinião pessoal sobre o álbum. Afinal, o que faz Empire um álbum tão melhor que seus anteriores ? queensryche contracapa

A resposta pra mim é muito clara: nada… na verdade, eu entendo que o álbum cumpriu o papel de manter a qualidade do trabalho do grupo intacto, ainda que tenha acenado por caminhos ousados e que beiram um comercialismo que alguns fãs da banda talvez tenham ficados contrariados, pois faixas como a citada Another Rainy Night (Without Uou) ou Hand On Heart, baladas inapelavelmente comerciais, além de algumas faixas menos favoráveis, como a própria Resistance que abria os shows da ocasião, ou One And Only talvez não entrassem nos álbuns anteriores.

A abertura da primeira faixa, com teclados em primeiro plano devem ter feito os fãs mais ortodoxos se mexerem em suas cadeiras, mas o que se segue em Best I Can é uma boa rendição para a abertura do álbum, com uma letra otimista e riffs instigantes. Os momentos de mais “decibéis ” do álbum atendem pela faixa-título e talvez pela excelente e esquecida The Thin Line, que traz provavelmente o melhor riff do disco. Se pensarmos em faixas acessíveis, entendo que Jet City Woman acertou no tom, sendo facilmente aquela que melhor mistura a qualidade da banda e a tentativa de atingir o mercado. E assim, os momentos mais prog do álbum foram praticamente esquecidos, ainda que lá estejam, na ótima Della Brown e na faixa final Anybody Listening?, que se alterna entre uma “power-balad” em seu início pra crescer musicalmente no final , trazendo uma interrogação para o fechamento do álbum.

Enfim, isso pouco importa, pois em 1992 o Queensrÿche era tão forte que até esta faixa, com mais de 6 minutos, acabou por virar um videoclip que foi exaustivamente exibido na MTV (ainda que o mesmo tenha uma edição para um redução em um formato com pouco mais de 5 minutos).

Para mim, no entanto, não há prova mais inconteste da força de uma canção como Silent Lucidity do que o fato de um álbum como o Promised Land (o sucessor de Empire), com um conteúdo notoriamente mais instrospectivo ter atingido o status de platina tão pouco tempo após ter sido lançado (cerca de 2 meses) e com apenas um single.

Álbum nenhum do Queensrÿche cresceu em vendas tão rapidamente e fica claro aí o efeito ” Silent Lucidity” como o único responsável por isso. Afinal, para mim, este sucessor álbum é inegavelmente sensacional, mas… bem, deixemos o Promised Land quem sabe para um próximo capítulo…

Até mais,

Alexandre Bside



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Def Leppard, Discografias, Iron Maiden, Músicas, MetallicA, Queensrÿche, Resenhas, Rush

17 replies

  1. B-side nao fazia ideia do tamanho comercial que o Empire havia trazido pra banda e todo a alavancagem pro que seria a tragedia do rótulo “one hit wonder”
    tragedia por que uma banda tão talentosa com tanto material legal, nao poderia ficar com esse estigma
    excelente post, B-side. você precisa estar sempre por aqui – e esta! graças a Deus “Deus?”

    Liked by 1 person

    • Rolf, sempre que eu puder, estarei por aqui sim. Mas nem sempre é possível, agora mesmo fiquei algum tempo distante das ” resenhas ” , não dos comentários.
      Em relação ao sucesso comercial de Empire, ele se deve quase totalmente à faixa Silent Lucidity. Não fosse isso, menos pessoas ainda saberiam algo do QR.
      E a banda ficou sim com o estigma, pelo menos no mainstream.
      O que é uma pena, eu concordo.

      Alexandre

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  2. Olá, Bside.

    Eu conheço pouco o Queensrÿche e concordo em absolutamente tudo do que você dissertou. Ainda me incomoda – falando da banda – um pouco da áurea que o grupo conquistou, mesmo achando que eles são ótimos, especialmente no mark1. E você foi absolutamente feliz quando diz que faltava ‘estar no lugar certo na hora certa’ para traduzir porque a banda experimentou um grande momento nos idos dos 90.

    Veja bem, analisando de uma maneira fria: a banda precisou se “render” aos onanismos da Mtv, para então a América abrir os braços para o som da banda. Não fosse este casamento, seria sempre citada como super banda, mas tocando para um séquito formatado por fãs bastante específicos.

    A cisão, em minha opinião, só contribuirá negativamente para uma fama conquistada por conta, não dá discografia regular (eu gosto muito do Operation: Mindcrime) mas por um momento vivido pela banda. A qualidade dos membros é responsável por não terem caído no esquecimento, mesmo que tenham se “esforçado” para isso com discos como American Soldier (2009).

    Mesmo assim, gosto de MUITA coisa feita na década de 90, especialmente pelo som puro – uma tendência da época – na hora que as bandas gravaram seus discos.

    Valeu,

    Daniel Jr

    Liked by 1 person

    • Daniel, esta foi uma época em especial onde a Mtv tinha muita, mas muita força mesmo. A Mtv era ” o canal “. A a tal ” áurea ” que o grupo conquistou tem um nome chamado Silent Lucidity . Era o novo “Pink Floyd”, o metal “inteligente” (?!?!?) , de ” vanguarda”, o tal pai do “prog-metal”, e assim se segue.
      Mas como toda fase, aquela passou, deixou poderosos trocados nas mãos dos integrantes, quase acabou com a banda ( o tal desgaste das inesgotáveis tours) e mostrou o que é a força também da gravadora quando quer investir em determinado grupo. Aliás, se por um lado investiu tanto, alguns anos depois praticamente decretou o fim do mark 1.

      Obrigado pelas palavras

      Alexandre

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  3. B-Side,

    primeiramente, é um prazer imensurável voltar a ter um post seu por aqui, ainda mais quando é assim, em forma de resenha de um álbum, algo que você e seu irmão fazem como ninguém. A capacidade de síntese histórica e técnica (música) sem perda de detalhes são inigualáveis. Dá vontade do Kiss lançar logo um novo disco muito mais pela resenha do que pelo próprio álbum…

    Queensrÿche é uma das bandas que venho aprendendo por aqui no blog, muito graças a você, e para mim, é muito claro o que você tão bem apresenta no post, ou seja, o poder que uma música tem para uma banda, tanto em termos financeiros, como de discografia e carreira. Antes de termos o Minuto HM, e antes dos e-mails, Silent Lucidity era uma música que eu conhecia, gostava e mal sabia de quem era. Era aquela música que tocava em rádio ou em alguma seleção e eu curtia sem ao menos ter a noção que aqui é tão bem detalhada.

    E a resenha mais do que prova e comprova isso. E mostra ainda o papel fundamental que um produtor ou gravadora possuem no direcionamento desejado que, para este público, normalmente é o comercial. O acerto da EMI neste rumo comercial transformou o status de “banda de ótima técnica e conhecida pelos fãs específicos” em uma banda com um “produto” vencedor sem fronteiras, ou seja, em uma época onde o “Big 4 do Grunge” estava dando seus passos ; o Guns N’ Roses era uma potência sem freio e o MetallicA estava prestes a detonar com o Black Album, o timing foi perfeito para que o QR fizesse seu império – o trocadilho foi mesmo perfeito. Isso sem contar o que você muito bem menciona, da MTV, que na época era o auge esperado.

    Já os “frios” números do álbum são realmente expressivos: 3x platinado nos EUA ; platinado no Canadá e silver no Reino Unido, além dos charts para as músicas individualmente. Tudo isso, claro, fez com que o fluxo de verdinhas aumentasse ao ponto de chamar a atenção de todos os tipos de mídia…

    Realmente é algo que até hoje “bloqueia a visão” (e ouvidos), pois o público que não é fã como você realmente associa Silent Lucidity como grande música, além do nome Operation: Mindcrime (vide o que Geoff Tate recentemente fez, ao usar o nome do álbum para a nova banda).

    E falando nisso, será que se Silent Lucidity fosse do Operation: Mindcrime, ainda que fora da proposta conceitual do álbum, o sucesso seria ainda maior? Será que se a música fosse do álbum de 88, aliado também à EMI fazer o mesmo movimento, a coisa seria diferente?

    A princípio, acredito que não, e talvez o “estouro” nem tivesse se concretizado e o Empire ficasse na mesma linha de sucesso dos anteriores…

    Parabéns pelo post, e que venha o Promise Land… e muitos outros!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Liked by 1 person

    • Eduardo, obrigado pelos elogios e o habitual ” tapa ” na amarração do conteúdo , em especial pelos links .FIco devendo mais essa…

      Em relação ao estouro de Silent, acho que é precipitado saber se a coisa funcionaria ou não dois ou três anos antes . Ainda que o album conceito Operation não tenha uma balada com esta, a banda já acenava em buscar dentro da parte musical que envolvia toda a história faixas como I don’t believe in love, que funcionaria como peça em separado da sequência do álbum em si. A música tem um refrão forte que acena com veiculação nas rádios do gênero .

      E a gravadora também apostava forte na banda, mas o Empire , além da própria SIlent Lucidity, deixa a parte mais Metal e também Prog do Operation Mindcrime meio de lado ao apostar numa vertente mais hard rock.

      A comparação pode ser com o Rush e os álbuns Hemispheres, Permanent Waves e por fim o clássico Moving Pictures. Todos são inapeláveis sob o ponto de vista técnico, mas há um direcionamento mais acessível que vai se acentuando do primeiro da trinca até chegar ao Moving.

      Eu só acho é que, mesmo com esse direcionamento, nada funcionaria sem a SIlent Lucidity , no caso do QR.

      Dê uma checada em I dont believe in love, e me diga : Já não havia pelo menos uma tentativa de se aproximar das rádios naquela época ? O ” problema ” é que esta não era ainda uma fórmula tão justa como Silent Lucidity, assim eu acho..

      Alexandre

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      • B-Side, o tradicional “tapa” é só uma forma de amarrar mesmo as coisas, pois o conteúdo é sempre impecável, e no final do dia, é isso que vale!

        Sobre I Don’t Believe In Love, dei uma checada e realmente tem um apelo direcionado, até pelo clipe, refrão grudendo e pegajoso, mas comparando com Silent Lucidity, concordo de novo que não é o ideal para “explosão” – então foi o embrião, pelo jeito…

        Obs.: e como ele canta fácil ali, hein?

        Obrigado pelo complemento da aula.

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

  4. B-side,

    Como já disse acima o nosso Presidente, seu poder de síntese é algo fantástico, aqui temos informações precisas deste álbum que teve um impacto gigantesco em minha vida!

    Eu conheci a banda ainda em seu primeiro disco, e também por uma matéria na revista Roll que os apontava no final dos anos 80 como os herdeiros americandos do Prog-rock ao lado dos britânicos Marillion. Porém, eu realmente viciei na banda quando meu amigo trouxe dos EUA o recém-lançado “Operation: Mindcrime”, que quem me conhece sabe bem o porque de eu ter adorado tanto: é um dos maiores concept albums de todos os tempos!

    Já o “Empire” foi aguardado com ansiedade: o que poderia a banda trazer de novo após uma obra-prima como o “O:M”? E o CD não me decepcionou nem um pouco! Da excelente faixa de abertura “Best I Can” (que já mencionei aqui para alguns membros do MHM, a letra me serve até hoje como filosofia de vida – I’m gonna be the best I can!), até a maravilhosa “Is There Anybody Listening?”, só temos bom gosto – afirmo com certeza que nada se compara às composições da banda neste período áureo com Chris de Garmo…

    Já a “Silent Lucidity”, considero esta uma belíssima canção, com um arranjo kick-*ss de cordas, e ela veio num momento aonde a banda precisava dar este salto na mídia através da MTV.

    Que venha o “Promised Land”, para fechar a trilogia áurea desta grande banda Norte-americana!

    keep lucid

    Abilio Abreu

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    • Abílio, legal seu comentário!

      A capacidade de inovar permanecia intacta no Queensryche daquela época, algo que foi sendo deixada de lado após a saída do DeGarmo, em 1997.

      E você, sempre na vanguarda, deve ter sacado com mais facilidade a proposta do EMpire, não tendo dificuldades de aceitá-lo.

      Não há dúvidas do primor das composições, da assertividade dos arranjos, ousados na busca daquele som mais vanguardista e ao mesmo tempo acessível em várias faixas, como Jet CIty Woman ou Another Rainy Night . Mas a coisa só decolou mesmo com o tal one hit-wonder , que levou a banda à estratosfera do reconhecimento. Os fatos não deixam qualquer dúvida : Mtv Awards, Bilboard Music Awards, Grammy, Mtv unplugged, tripla platina, nono lugar para Silent Lucidity na parada mainstream da Billboard, o sucesso realmente chegou para eles.

      É uma época que não volta mais , uma pena mesmo !

      Alexandre

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  5. Ainda que tardiamente quero me juntar ao coro de elogios a mais este magnífico post. Os comentários são a cereja do bolo, adicionando conteúdo ao que era recheado do mesmo. A informação que se destaca de início é pensar que a banda é considerada um one hit wonder pelo ministraram… Muito louco. Que outras bandas que admiramos pelo conjunto do seu trabalho seriam considerados assim? Extreme deve ser um caso típico. Mas Whitesnake com ‘Is This Love’ (provavelmente a pior música do seu catálogo) entraria nesta categoria? E Acdc com ‘you shook me…’ tb? Que outros exemplos vocês lembram?

    Like

    • Puxa, xará, a questão que você levanta é tão profunda (e interessante) que daria “pano” para termos inclusive um post dedicado… sabe por que? Eu acho que, popularmente falando, quase todas as bandas que gostamos traz em sua discografia uma música deste tipo que acaba as vezes ficando na frente de tudo para o povo… estou falando de Fear Of The Dark, Enter Sandman, Tom Sawyer, Sweet Child ‘O Mine, We Will Rock You, Jump, Wind of Change…

      Agora, se estivermos falando de “nomes menores” em termos de tamanho ou mesmo popularidade, aí fica mais legal pensarmos… que tal Rainbow In The Dark de início?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

      • Impossível contestar os exemplos citados por ti. Incluindo aí Rainbow In The Dark. Aliás posso, quem sabe, abrir uma polêmica aqui dizendo que Rainbow In The Dark é uma das músicas que menos gosto do catálogo do DIo e a pior do álbum de estréia. Vou dizer pra vocês, nunca engoli aquele tecladinho do início… Admito, no entanto, que, sem o sucesso que esta música fez talvez não tivéssemos hoje em nossa coleção tantos álbuns do Dio…

        Like

        • Bem, eu não colocaria Rainbow in the Dark em um mesmo bolo de Enter Sandman, Fear of the Dark , Jump ou mesmo Silent Lucidity. Acho que essas ultrapassaram uma fronteira mais distante.
          Também não tenho problemas quanto ao tecladinho do início da faixa, mas a considero a mais fraca do álbum , embora esteja longe de ser fraca.
          O Holy Diver , pra mim, encontra-se na categoria dos álbuns imaculados.
          Excelentes comentários, Schmitt!!!

          Alexandre

          Like

          • B-Side, só para deixar claro se não me fiz entender, eu não coloquei Rainbow In The Dark exatamente no mesmo bolo. O que eu considero é que, dentro de cada banda, Rainbow The The Dark é talvez a Fear Of The Dark ou Enter Sandman… seu comentário é perfeito.

            Sim, Holy Diver é imaculado, é sinônimo de heavy metal, como diria nosso amigo Rolf, “fresquinho, colhido do pé”.

            [ ] ‘ s,

            Eduardo.

            Like

  6. Ótimo post my friend!
    Acho o álbum muito bom mesmo mas acho que o Promice Land o supera.
    Mas como gosto é gosto, ainda tenho o Warning como o álbum que mais aprecio. E diga-se de passagem, graças a vocês. Lá se vão 30 anos.
    Valeu!

    Like

    • É, Cláudio, o Queensryche é um raro exemplo de banda que nós ( eu e o Flávio ) acabamos por conhecer antes de você. Essa qualidade sempre foi sua naqueles tempos, cerca de 25 a 30 anos atrás, você sempre foi o cara da vanguarda.
      É difícil escolher um álbum do QR como favorito, o The Warning vai estar sempre sendo cogitado.
      Em relação ao Promised Land, tê-lo como melhor do que este em sua opinião é até surpreendente, pois é um álbum menos metal.
      Eu fico coçando a cabeça se vale ou não à pena resenhá-lo aqui no blog, pois o tenho pra mim como uma obra-prima, mas que não é pra qualquer gosto.

      Valeu pelas lembranças e comentário!

      Alexandre

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