Comemoração do aniversário de 30 anos do MetallicA – show 3/4

A terceira apresentação que celebra os 30 anos de MetallicA foi mais uma daquelas inesquecíveis, mesmo estando a tantos quilômetros de distância de São Francisco. Músicas raras, mais uma inédita e convidados mais do que especiais ajudaram a dar o tom desta histórica noite.

Juntaram-se aos “Kings Of The Roads”: Glenn Danzig (Danzig, Misfits, Samhain), Pepper Keenan (Down, Corrosion of Conformity), Gary Rossington (Lynyrd  Skynyrd), Nick “Animal” Culmer (Anti-Nowhere League) e, pela terceira vez, o ex-baixista da banda, Jason Newsted.

Só os músicos acima já fariam tudo ser bem legal, não? Mas 2 nomes arrancaram ainda mais sorrisos: Jerry Cantrell (Alice In Chains), que tivemos o prazer de vermos no mês passado, e o Metal God em carne e osso, Mr. Rob Halford (Judas Priest) foram realmente AS GRANDES ATRAÇÕES!

Obs.: a única coisa é que talvez tivesse sido mais legal se Jerry estivesse na segunda noite das comemorações (também), visto que a então música “Shine” foi tocada (a que virou Just A Bullet Away). Como a Suellen muito bem observou, esta música é inspirada totalmente em Layney Staley (assim como muito do Death Magnetic). Não deixem de conferir este comentário para mais detalhes disso tudo.

Hetfield, com camiseta do Motörhead (Ace Of Spades / Live To Win) e Jim “Fatso” Martin (ex-guitarrista do Faith No More – outro convidado de “luxo”) voltaram a falar de Cliff – e estou achando estas homenagens uma das coisas mais bonitas que já vi na história de uma banda. Prestem atenção na segunda história contada por Hetfield, em um episódio no aeroporto, quando a mala de Cliff foi parada no detector de metal pois ele sempre levava, para todos uns lados, um MARTELO – “just in case”. Espetacular…

A abertura dos shows ficou novamente por conta do The Soul Rebels, além de Lääz Rockit.

Trago abaixo algumas curiosidades e observações pontuais sobre as músicas da noite:

– a música de abertura da noite, seguindo os 2 shows anteriores, foi uma instrumental. Agora tivemos a do Death Magnetic tendo a honra de abrir a grande noite que viria – com direito à banda tendo que reiniciá-la… 🙂

Obs.: será que o último show terá Orion como a escolhida para abertura? Hummm 🙂

– Master Of Puppets, o clássico:

– …And Justice For All. Como é bom ver a banda tocando esta música! Lembro que fiz este post até em homenagem a música sendo tocada ao-vivo pelos aniversariantes da semana, tamanha a admiração que tenho por esta verdadeira obra-prima – mesmo com Lars dando algumas “escorregadas” e “engasgadas”, infelizmente.

– Of Wolf And Man, música do Black Album, é mais uma que o MetallicA já começa a “estudar novamente” para o meio do ano que vem, como falei com mais detalhes aqui. Notem também Lars “perdendo” o prato de ataque no início da música, o que me fez “bater em vão” ali no segundo 15 / 16, no meu “air drumming” enquanto ouvia a música… 🙂

(Tradicional) solo de Kirk depois da música:

– a maravilhosa Fade To Black que, para mim, deveria ter seu lugar cativo em qualquer apresentação da banda. Aos que quiserem lembrar do ocorrido no Rock in Rio 2011 nesta música, além da resenha, recomendo este comentário específico do amigo B-Side. A versão de ontem está abaixo:

– The Thing That Should Not Be, outro petardo da discografia da banda (ooops, vamos mudar de assunto). Lars também “esquece” (vamos deixar assim, vai) de algumas coisas nesta música, desde o início, mas a versão abaixo está excelente mesmo assim:

– I Disappear: outra grande surpresa desta noite. Para quem não conhece, esta música é uma das faixas para a trilha sonora do filme Mission: Impossible II, estrelado (e produzido) por Tom Cruise no papel do agente Ethan Hunt. Me lembro de ter ido ao cinema assistir o filme na estreia muito por conta de ter uma música do MetallicA inédita na trilha. Fiquei a droga (o filme não é ruim, haha) do filme inteiro prestando atenção mais nas músicas que entravam do que na trama da película. O filme acabou e nada da voz de Hetfield. Lembro das pessoas se levantando quando os créditos começaram e, mesmo assim, nada. Quando até eu já estava desistindo de esperar, já bem no final dos créditos, começou (por apenas um trecho) a tocar esta música e me lembro de ter ficado no cinema, bangeando, sozinho.

Como curiosidades adicionais, a trilha sonora deste filme conta ainda com inéditas do Limp Bizkit, cuja música virou um grande sucesso (Take A Look Around); uma parceria do Foo “Fighter” (é assim que está na etiqueta do CD nacional que tenho) – vamos lá – Foo Fighters com Brian May (Have A Cigar); Rob Zombie (Scum Of The Earth); Chris Cornell (Mission 2000); Godsmack (Going Down); Buckcherry (Alone) e como bônus track, os brazucas Raimundos (Give My Bullet Back), uma corteria da Warner Music Brasil.

Me lembro também de ter escutado esta música à exaustão, ainda mais que o MetallicA passava por um momento de intervalo, sem lançamentos de inéditas, além de todos os problemas que a banda começava a ter nesta época – e ainda mais depois de vê-los ao-vivo pela primeira vez.

A instantânea performance histórica da banda pode ser conferida abaixo:

– The Outlaw Torn voltou a aparecer também em um set da banda:

– Hell And Back: muito bom ver estas “sobras” do Death Magnetic aparecendo e sendo tocadas. Como tivemos no primeiro e no segundo dia, a banda tocou mais uma inédita das sessões do disco de 2008. E, devo dizer, outra grande música que poderia ter sim entrado no disco, talvez com aqueles refinamentos finais necessários. E os mais atentos vão lembrar do festival Download 2006, a tal “The New Song” tocada pela banda. Certo? 🙂

A versão de 2006, histórica pelo “it’s short but good, don’t you think” logo que Lars pede desculpa pelo erro, começa com o que virou oficialmente o riff da segunda faixa do Death Magnetic, The End Of The Line. Mas, depois disso, dá para ouvir um pouco do que virou esta Hell And Back! Bom, pelo menos algumas ideias já naquela época…

Confiram – recordar é viver:

A letra e a música Hell And Back estão abaixo:

Hell And Back

There is nowhere else I can run to
She is wretched but she comforts me

After everyone goes home
She’s always there for me

And when the sun goes hellbound
And the moon does resurrect the night
I’ll hide within her
Not much good has come out the light

After everyone goes home
And I’m left here on my own
I will run straight to Hell and back

Straight to Hell and back

When they turn out all their lights
And I’m left to brood at night
Always return to Hell and back

Straight to Hell and back
Straight down yeah

A lonely light in a window
Just longing for some company

Tragic, heartless and hateful
But there’s nothing as willing as she

And when the night has fallen
It falls hard and then it all begins

When she starts her calling
I feel my darkness growing from within

After everyone goes home
And I’m left here on my own
I will run straight to Hell and back

Straight to Hell and back

When they turn out all their lights
And I’m left to brood at night
Always return to Hell and back

Straight to Hell and back
Straight to Hell and back
I will run straight to Hell and back

I become two
We become one
Unbridled… unequaled… unholy… undone

The path is cut deep
The path is worn well
I’ll follow my footsteps to the warmth of Hell

The warmth of Hell

After everyone goes home
And I’m left here on my own
I will run straight to Hell and back

Straight to Hell and back
Straight to Hell and back

When they turn out all their lights
And I’m left to brood at night
Always return to Hell and back

Return to Hell and back
Straight to Hell and back
Straight to Hell and back
I will run straight to Hell and back

Straight down

Pois é, galera. Isso mostra o quanto o MetallicA se preocupa mesmo primeiro com o som, e depois com as letras – e o trabalho que as músicas vão recebendo ao longo dos anos!

– a primeiro cover da noite foi com Blitzkrieg – e contou com um membro do MetClub, Joseph Guariglia. Imaginem os batimentos cardíacos do cara quando Hetfield, Rob e Kirk se aproximaram dele durante a música?

– hora de Jerry Cantrell no palco para For Whom The Bell Tolls e Nothing Else Matters! Jerry foi muito bem recebido pelos fãs do MetClub:

– mais um cover: So What! – e para esta música, cabe aquela lembrança: o MetallicA tocava este ótimo som praticamente todas as noites durante a enorme tour do Black Album. Hetfield atribui a “responsabilidade” de ter lesionados suas cordas vocais a esta música, devido ao que ela exigiu show após show. Bom, fato é que Hetfield voltou a cantar muito bem nos últimos anos e é muito legal vê-la de novo em um setlist da banda (mesmo neste caso Hetfield não cantando) – ainda mais que é um dos meus covers prediletos feitos pelo MetallicA! Assim, a música contou com Animal no palco e voltou a incluir os 4 versos que a banda não fazia desde 25/outubro/1992.

– a sequência de covers foi com Tuesday’s Gone, com Gary Rossington no palco:

– Jason Newsted e seus “14 years with this band” voltou a tocar com sua ex-banda com Fuel e Fight Fire With Fire:

– hora de uma trinca de covers do Misfits, contando com Danzing no palco: Die, Die My Darling, a rápida e divertida Last Careless e Green Hell – todas músicas que contam com registro oficial do MetallicA “coverizando-as” em estúdio, diga-se de passagem:

– METAL GOD NO PALCO: Rob Halford, que espero que ainda tenha a chance de rever mais vezes ao-vivo, cantou Rapid Fire, do clássico British Steel de 1980 do Judas Priest. Que (novo *) momento na história do heavy metal! Sim, que novo momento… 🙂

(*) há um bootleg de 1994 com o MetallicA tocando esta música, em tour com Rob Halford, na última noite da tour do Black Album. Relembrem este OUTRO histórico momento – e aproveitem para admirarem a performance do MetallicA no final do período que posso chamar de “melhor fase ao-vivo” (Live Shit: Binge & Purge):

– a festa foi encerrada novamente com Seek & Destroy, com a galera toda reunida no palco, exceção ao Metal God:

Que noite, ladies and gentlemen…

Abaixo estão algumas fotos desta noite, da página da banda no Facebook:

Metallica Setlist The Fillmore, San Francisco, CA, USA 2011, 30th Anniversary Tour

Até a próxima e última noite prevista da celebração. E sim, já que queremos Dave Mustaine na festa e revivermos de alguma forma aquele 14/março/1982, quando o MetallicA “espancou” o mundo com sua primeira apresentação, ainda com com Dave e Ron McGovney, no Radio City em Anaheim, Califórnia, olhem quem não aguentou e acabou abrindo a boca, hahaha:

Ainda há uma forte chance de Lemmy aparecer também no próximo e último show!

E que tal este rumor aqui? Não consigo nem imaginar tudo isso acontecendo… mas nada é impossível! Estão todos por ali mesmo, então…

Parabéns, MetallicA. De novo.

E, por fim, trago abaixo um homenagem feita pelo Green Day, no estúdio de ensaio deles, tocando um cover de Misfits, Hybrid Moments e dando os parabéns para o #MetallicA30 🙂 :

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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4 replies

  1. Eduardo, seus posts sobre estes shows do Metallica estão sensacionais! Site nenhum está fazendo isto que você faz! Eles só trazem a informação (setlist, participações especiais) e vc traz os detalhes que fazem toda a diferença.

    A sua empolgação é tanta que parece que você estava lá, conferindo estes shows de perto! E lendo seus textos, a gente “vai” junto. Obrigada por isso 🙂
    Só mesmo um grande fã como você pra fazer estas “coberturas” tão especiais!!! Vou até te poupar por um tempo e parar de ficar pedindo a discografia hahahaha (por um tempo…)

    E que shows memoráveis!!!! Jerry Cantrell! Sabia que ele não iria faltar, um grande amigo da banda. E o Metal God tambem. Que grande festa, à altura de uma banda como o Metallica. E hoje tem o Mustaine. Yay!

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    • Oi, Su, muito obrigado pelas palavras e elogios, que significam muito. Realmente procurar fazer algo assim é uma coisa que diferencia o Minuto HM de qualquer outro site ou blog (isso desde que fazíamos as coisas por e-mail).

      O que vejo são meras publicações das notícias, sem qualquer análise ou “link” com nada. Muitas vezes é um mix de preguiça, falta de conhecimento, falta de tempo pois “precisa por no ar primeiro”, enfim… nós vamos exatamente na linha oposta.

      Muito obrigado mesmo. E mais ainda por me pouparem um pouco dos pedidos, hahahaha. 🙂 . Que sufoco…

      Aguardo suas observações, caso queira, sobre a participação de Jerry – não vejo melhor pessoa aqui no blog para fazer isso.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Vídeo oficial – recapitulação da noite em cerca de 30 minutos:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  1. Comemoração do aniversário de 30 anos do MetallicA – show 4/4 « Minuto HM

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