Versões, covers ou tributos que (ainda) não existem – ou que poderíamos viver sem…

Musical Instruments - Studio

O assunto covers, tributos, versões, etc não é nem de longe novo por aqui… desde o post lá nos primórdios do blog do Transatlantic fazendo tributos a álbuns clássicos como o The Number Of The Beastdiscussão sobre ser legal ou não ser diferente do original, alguns posts da série “Tá de Sacanagem!”, shows de covers e mais recentemente até sobre os tais emuladores e clones – isso sem contar os comentários e os podcasts

Hoje a tarde, dirigindo e ouvindo a Kiss FM, tive o privilégio de ouvir Stargazer ao-vivo: privilégio é mesmo a melhor palavra, já que, convenhamos, não é trivial ouvirmos isso em um sábado a tarde em rádios nacionais. A sequência ainda teve uma dobradinha de Jump e Panama do Van Halen, ou seja, demais.

Curtindo o som e ouvindo a voz do saudoso Dio, me deu um estalo de um post… tal estalo surgiu assim: enquanto cantarolava Stargazer, pensei na versão de 1999 de Dream On que Dio, Yngwie Malmsteen, Stu Hamm, Gregg Bissonette e Paul Taylor fizeram para um álbum tributo ao Aeromith (Not The Same Old Song And Dance), que ainda contou com guitarras adicionais de Bob Kulick e Bruce Bouillet, também produtores do disco.

Como sempre faço quando penso em Dream On, refleti sobre qual versão, em termos vocais, eu prefiro: Tyler ou Dio? A dúvida que paira é grande, pois Dio entrega algo maravilhoso ali, chegando a deixar Malmsteen em planos inferiores durante a música em termos de destaque … mas ainda acho que a versão original e o vocal mais rasgado de Tyler (aquele mais para o final) combina mais com o som (isso para não ficar em cima do meu querido muro), mas digo isso com aquela dor no peito e somente sob pressão de escolher uma das versões!

O próprio Tyler admite que Dream On é a única música do álbum que ele usa realmente sua voz, pois nesse debut da banda, ele tinha medo de como sua voz soaria quando gravada, por isso nas outras músicas sua voz soa diferente, mais soul, mais James Brown, do que acostumamos a ouvir depois…

Então pensei: que bom que temos as duas! São preciosidades, a que estiver tocando, ótimo! E aí sim, o estalo: “seria muito bom ouvir Tyler cantando Stargazer!!!”. Não seria?

E assim nasce este post – o que poderia ter que ainda não temos, com chances de ser sensacional? E como sempre acabamos evoluindo nas discussões, também podemos inverter a brincadeira: o que existe, e que poderíamos tranquilamente ficarmos sem?

Como sempre, aguardo os comentários dos especialistas que habitam este recinto virtual… e se a coisa se desenvolver bastante, podemos fazer futuras pesquisas (ideia que já tinha sido “ventilada” pelos gêmeos também e que encaixa por aqui) para decidirmos entre melhores versões – ou as que poderíamos descartar…

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Aerosmith, Artistas, Covers / Tributos, Curiosidades, DIO, Kiss, Músicas, Rainbow, Van Halen, Yngwie Malmsteen

12 replies

  1. Eduardo, o assunto é muito rico,excelente você trazer isso aqui e quando antes pensamos em pesquisas onde haveria uma disputa entre as originais e as covers, acabamos por dar um pause na idéia, tantas as versões que encontramos de várias destas faixas.
    Eu posso trazer algumas das que considero lamentáveis covers, que eu aqui batizo de as ” aversões” , mas deixemos esta questão para um outro comentário.
    Vou me ater aqui ao ” duelo ” Dio x Tyler, pra de forma inicial concordar com você que Malmsteen ficou à margem do que Dio entrega na versão de Dream on. É uma maravilha o que o baixinho fez, e se tivesse de escolher, com uma dor no coração, talvez optasse por esta com o nosso saudoso e eterno herói.
    E o inverso ? Que loucura seria ter Stargazer na voz de Tyler? Eu penso inicialmente e não vejo como poderia ficar melhor mesmo, mas imaginando uma versão também emocionante, acho que Steven tem um “feeling” como poucos e saberia driblar o grande desafio que é coverizar este clássico. Comparar seria uma temeridade, mas ter tal versão provavelmente seria um privilégio!

    Depois eu volto com algumas das “aversões ” por aqui…

    Abraços,

    Alexandre

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  2. De estalo e já achando que vou desagradar nosso presidente, eu gostaria de ouvir algumas canções do Iron com Michael Kiske – um exemplo para nāo ficar tb no muro:
    To Tame A Land com kiske, que tal?

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  3. Não vou ficar em cima do muro: a canção original “Dream On” tem inclusive – na minha opinião – o arranjo mais clean, já que não curto algumas das presepadas do sueco fritador, embora eu seja FÃ do colecionador de Ferraris e amante de Paganini. Voto com o presidente.

    Não curto versões porque como Alex falou os resultados são quase sempre ‘a-versões’ mas têm algumas coisas boas por aí. Deixa eu pegar um caso peculiar:

    Apresento-lhes o Petra, banda de hard rock gospel de 1972 (!), tendo sido indicada para vários Emmys em sua categoria e tendo conquistado alguns. O Petra é uma banda extremamente popular nos EUA, tendo conquistado respeito inclusive do público não ouvinte do rock cristão dos caras. Eis a versão da banda de God Gave Rock And Roll To You do disco “Come And Join Us” (1977).

    E temos a versão do Kiss, banda que dispensa maiores apresentações e que trouxe uma versão bacana da canção composta pela banda Argent (1969 – 1975), cujo o membro mais conhecido é o Russ Ballard, compositor e músico inglês que teve várias de suas canções gravadas inclusive por ex-membros do Kiss, como Peter Criss (“Let Me Rock You”) e a famosa “New York Groove”, gravada por Ace Frehley em seu disco solo, ainda como integrante da banda nova-iorquina.Esta faixa ganhou notoriedade especialmente por ter sido parte da trilha sonora do filme “Bill e Ted´s Boggus Journey” de 1991 e que traz Keanu Reeves (pagando mico) em um dos papeis principais.

    E não podemos deixar de apresentar a canção original. Atentem-se para a sequência de arpejos do baixo do tipo “aprendi isso e curti”. Acho que as versões superam (e muito) a original. Caso raríssimo. Russ Ballard é o guitarrista e vocal da banda.

    Abraço,

    Daniel

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    • Daniel,
      Vi as três e claro, já conhecia a do Kiss, que me trouxe logo e novamente o sentimento de saudades do Eric Carr, que apesar de estar no clip, não gravou a musica, pois já estava bem doente.
      É o seu último clip com a banda e imagino o que seria da banda se o Eric estivesse vivo, quais seriam as reviravoltas dos mascarados?
      Mais isso nada tem a ver com o post, e sobre as três versões, gostei das três, cada uma tem sua virtude e lado inferior a alguma das outras. Eu prefiro a do Kiss, obviamente pois gosto muito desta fase e da banda, e também por ter sido a primeira que conheci, acaba me trazendo o efeito de original, que é o costume de conhecê-la, quando eu comparo com qualquer outra, inclusive com a original.
      Eu inclusive gostei mais da verdadeira original do que a da Petra, que também é legal.
      Sobre o filme e o Keanu – realmente bizarrice total…
      Ótima contribuição…

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      • O que é legal na versão do Petra é o início, que é bem diferente das outras versões. A versão do Argent me lembra quando o KISS fez músicas como Love Her All I Can , mas ainda sob o outro direcionamento, no Wicked Lester. É uma versão mais ” hippie”, digamos assim.
        Eu também gosto bem mais da versão do KISS , entre as outras duas fico em cima do muro , pelo menos em uma primeira audição.
        Foi muito legal trazer essas outras versões, eu não conhecia ( mas sabia que existia) a do Argent e a do Petra eu não tinha a mínima idéia sequer que existia.

        Valeu, Daniel

        Alexandre

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  4. Bem, se eu tivesse a dificílima tarefa de escolher apenas uma banda tenha alcançado seu apice o seu ápice nos anos setenta, com muita dor deixaria para traz Thin Lizzy, Bad Company, Uriah Heep, UFO… e possivelmente selecionaria o Rainbow !!! Por este motivo sempre me chama muita atenção tudo que vejo que possa ser relacionado ao grupo e quase sempre acabo adquirindo sem pensar duas vezes.
    Então quando li este post me lembrei de imediato do tributo Catch the Rainbow feito por músicos alemães da chamada Power Metal local. Com a participação de nomes conhecidos como: Henne Basse (Metallion), da família Helloween/Gamma Ray Andi Deris, Ralf Scheepers, Roland Grapow, Uli Kusch, Henjo Richter, etc… O que no inicio era empolgação, acabou resultando em uma grande decepção! Ralf Scheepers assassina Still I’m Sad, Andi Deris acaba com Rainbow Eyes e cometem a heresia de regravarem Spotlight Kid, que na minha opinião tem o melhor solo de todos os tempos de Blackmore!

    Por outro lado penso que tributos interessantes são aqueles inusitados, como exemplo gostaria muito houvesse algo gravado com o supergrupo Yellow Matter Custard, projeto que tocava apenas Beatles e que contou com Mike Portnoy, Paul Gilbert, Neal Morse e Matt Bissonette, imaginem só o que poderia surgir disso…? Bem, se alguém sabe de alguma gravação oficial, por favor, me avisem!

    Outro projeto que se existisse poderia soar interessante seria a do casal Beth Hart e Joe Bonamassa tocando algo do Bad Company ou Free ao ate mesmo regravando Northwinds do David Coverdale.

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    • J.P, a versão de Still I’m sad é inferior a do Rainbow, fácil , facil, mas não achei a versão ruim e nem sou tão fã dos alemães que participaram do projeto. É muito difícil qualquer um se atrever a coverizar o Rainbow, e o resultado provavelmente vai ficar aquém dos originais.
      Em relação ao Yellow Matter Custard , todo o projeto é excelente , mas essa While my guitar… em especial é uma aula, em pouco mais de 7 minutos, deste gênio chamado Paul Gilbert. Não conseguiria uma definição melhor para isso, nem me esforçando…

      Alexandre

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      • Concordo com você Alexandre, realmente e’ impossível alcançar o nível do Rainbow em seu apogeu, mas o interessante e’ justamente isso: ver músicos se arriscando a igualar o nível dos clássicos trabalhos da banda. Pessoalmente gostei bastante de um projeto/tributo japonês, intitulado Niji Densetsu, capitaneado pelo guitarrista Akira Kajiyama e que contava com músicos de grupos como Bow Wow, Anthem, Ezo, Loudness e (na minha opinião) o melhor grupo japonês da atualidade Concerto Moon, Joe Lynn Turner e David Rosenthal… O resultado e’ bastante interessante!!! Porem ele aborda mais a fase pós-Dio.

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  5. Amigos, lembro de um dos primeiros (ou o primeiro?) disco somente de regravações: The Spaguetti Incident!?, do Guns n’ Roses. Tomando este disco como base, “Since I Don’t Have You” a original do Skyliners é melhorzinha. Já, muitíssimo principalmente, “Hair of The Dog” não tem quem iguale a original do Nazareth, supermelhor. Mas “Black Leather” é mérito do Gn’R, nem a versão das Runaways é melhor.
    Sobre a relação covers e Guns n’ Roses, de modo geral, acho que eles eram muito bons intérpretes, mas a idéia de alguém fazer algo digno de nota com o trabalho original deles até hoje não vi nada, nem Sheryl Crow com “Sweet Child O’ Mine”.
    Outros casos: “Love Hurts”, dos Everly Brothers? é a do Nazareth também para vocês? e “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”? é a do Bill Medley sozinho para o filme Rambo 3?
    E “Twist and Shout”? mas aí implica em Beatles coverizando e isso necessitaria de um post exclusivo. O mesmo para Elvis Presley…

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    • Rafael, eu acho a versão do Nazareth de Love Hurts imbatível e registrada para sempre na história. Em relação ao Guns, também prefiro as originais principalmente de Since I dont have you, e aqui pra nós, melhorar uma versão das Runaways não é pra mim uma grande dificuldade.. Mas respeito a banda pelo que já entregou, embora ache que neste momento da carreira deles a coisa tava meio ” azeda” ….
      E eu até acho a versão da Sheryl de Sweet Child… interessante, embora não haja o mínimo cabimento em comparar com a original, esta icônica e provavelmente imbatível também.

      Cara, o Rei Elvis fez ótimas versões em regravações como Bridge Over Trouble Water, ele tinha um vozeirão nesta época que ficou para a eternidade.

      Alexandre

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