The Town: o Rock in Rio de São Paulo

Recentemente, estive em Santa Catarina com a família para tirar um “buraco” das minhas pendências: como fã de parques de diversão / montanhas-russa, nunca tinha ido ao Beto Carrero World (Beeeeeeeto Carreeeeero e o famoso som do chicote que, sim, continua ecoando no parque).

Em um dos brinquedos, creio que na excelente atração do circo do Madagascar, um funcionário mais animado fez aquela clássica brincadeira de perguntar ao público quem era de qual estado, inclusive de Santa Catarina. Um grito aqui, outro ali, deixando o estado de São Paulo para o fim, é claro, para total dominância: “AAAAEEEEEEHHHH”….

São Paulo é São Paulo. Ainda mais que a cidade, incrivelmente, apresenta poucas atrações de turismo “clássico”. Há muito o que se fazer em São Paulo, é verdade, para o tamanho em território e população, proporcionalmente, a coisa fica complicada. E, diferente de cidades como o Rio, a parte da natureza – bom, nem vale a pena comparar. O que resta? Restaurantes e muito, muito entretenimento no mundo dos serviços, que pouco a pouco vão voltando a fazer parte da nossa rotina nesta curva decrescente que estamos entrando, finalmente, da pandemia do COVID-19.

No Rock in Rio, isso nunca foi diferente. O maior público do festival não é carioca, é paulista. Não tenho dados para afirmar isso, mas acho que tenho a experiência de ter participado de pelo menos uma noite de todas as edições desde 2001. Por pura e básica observação, ouvem-se mais “da hora” do que “maneiro”.

Inclusive, o Rock in Rio, nos últimos anos, veio trabalhando com um esquema de negócio bastante inteligente – e necessário: artistas grandes, especialmente os headliners, têm em seus contratos que a venda dos ingressos no RiR devem esgotar antes das bandas anunciarem e/ou passarem a vender seus ingressos para shows solo / outros festivais na capital. Muita gente de São Paulo, inclusive, sabe disso e deixa de ir ao RiR pois sabem que os grandes nomes passarão por São Paulo, afinal, são raros – para não dizer inexistentes – casos de logísticas não incluindo a terra da garoa. Em resumo: viajar para ver shows incluem gastos muito maiores que os já caríssimos ingressos, como sabemos.

Não é de hoje que Medina e cia ventilam a possibilidade de ter um “Rock in Rio São Paulo”. E ele chegou, e talvez porque colocar “Rio-São Paulo” não teria aquele apelo todo – fica só a saudade do torneio de futebol, que era bem legal. No exterior, sim, a fortíssima marca do festival continua sendo expandida (Las Vegas, Lisboa, etc). Para São Paulo, a opção foi chamar o novo festival de “The Town”.

O Rock in Rio vinha, desde 2011, com estratégia de ser realizado sempre nos ano ímpares. Com o COVID-19, ninguém sabia ou apostava em mar/2020 poderíamos ter impacto. Bom, todos os grandes shows e festivais em 2021 foram adiados ou cancelados, empurrando a edição de 2021 para o próximo ano. Assim, o Rock in Rio (no Rio) passará a ser, esperamos todos, em todos os anos pares. O novo festival de São Paulo, assim, fica com os anos ímpares, com a primeira edição para setembro/2023. Local? O The Town quer reunir mais de 100.000 pessoas por dia, então, fica a curiosidade se será realmente na capital, e a torcida para que não seja em Interlagos…

Medina, assim, terá 2 festivais em solo nacional nos meses de setembro (as vezes indo para algumas datas em outubro) TODOS OS ANOS. Muito mais fácil para a negociação com os artistas e bandas, ficando, assim, uma agenda fixa mundial: setembro/outubro é o Brasil! Ou seja, companhias aéreas, redes hoteleiras, e todo o entorno do turismo já pode até se programar – e isso significa preços mais altos, é claro: os bancos para fazermos empréstimos sempre ganham :-).

Veremos, então, se toda aquela logística que existe no Rio de transporte e tantos outros serviços também existirá para a edição paulista(na). Para mim, a resposta já é um “sim”.

Assim, preparem os bolsos, meus amigos… muitos de nossos heróis em tours de despedidas, estamos vivendo uma fase de aproveitar ao máximo os gigantes, e depois, bom, depois veremos o que veremos – ou não.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categorias:Agenda do Patrãozinho, Curiosidades

3 respostas

  1. Informação fundamental: as 5 noites do festival (realmente confirmado para Interlagos, infelizmente), pelo menos, será somente aos finais de semana!

    [ ] ‘ s

    Eduardo.

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  2. Interlagos é em São Paulo?

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