Cobertura Minuto HM – Hammerfall e Helloween em SP – 09/out/2022 – resenha

É com o ouvindo zunindo que escrevo as linhas abaixo. E não, não acabei de chegar em casa, muito longe disso. No dia 09 de outubro de 2022, um domingo chuvoso, pisei pela primeira vez adentro ao Unimed Hall, após seu (re)batismo frente ao já manjado Espaço das Américas. Tirando alguns locais de iluminação verde, cor da nova empresa que patrocina o local, tudo igual.

A menos de uma hora para o show, consegui um upgrade de ‘pista’ para ‘pista premium’, com um ingresso de cortesia que ganhei do Marcos, um dos desenhistas da banda, que mora no mesmo prédio que eu. Cheguei 18:15 no local e não demorou muito para os suecos do Hammerfall iniciarem o show.


Hammerfall

Foi a primeira vez que vi a banda após a saída do guitarrista Stefan Elmgren, que foi em 2008. Ou seja, estava no débito com os suecos.

Show do Hammerfall sempre é garantia de diversão. Mesmo com o hiato que tive enquanto plateia, nada mudou. Muita “dancinha” ensaiada, muito berro ao melhor estilo viking, muito refrão guerreiro e muito, mas muito power metal ao melhor estilo espadinha (ou, nesse caso, martelo).

Eu me diverti muito! Todos os músicos demonstraram muita energia e se movimentaram bastante. Joacin está cantando uma barbaridade e Oscar ainda continua uma figuraça nas guitarras, inclusive agora apresentando um de seus instrumentos no formato de martelo.

Também gostei bastante do som! Estava muito bem montado – dava para ouvir o baixo muito pesado mesmo sob os efeitos de distorção das guitarras, o que é difícil de acontecer em show de power metal.

O set estava bem variado, com canções de vários álbuns – o que fez, inclusive, a banda abrir mão de medalhões muito conhecidos, como Heeding the Call e Templars of Steel. Não ouvi o novo álbum e gostei das novas músicas executadas. Teve um medley em comemoração aos vinte anos do Crinsom Thunder, que de longe é um dos meus álbuns preferidos, que foi muito bem-vindo e eu achei um resgate bem interessante, já que não havia tempo (dentro dos pouco mais de sessenta minutos que tocaram) para que todas as canções fossem executadas na íntegra.


Helloween

Foram necessários trinta minutos exatos para preparar o palco para a entrada dos alemães, britanicamente às 20:00. Antes, vale uma ressalva importante: essa foi a primeira vez que vi o Helloween com o Michael Kiske. Eu já tinha visto ele cantando algumas faixas da banda, quando ele e Kai Hansen trouxeram o Unisonic para São Paulo; mas dessa vez eu estaria frente a todo o time.

A formação Pumpkins United já havia passado em São Paulo em 2017, que o Caio cobriu aqui, mas eu não consegui ir por diversos motivos pessoais. Logo, minha ansiedade era grande pois estava curioso para presenciar como a banda iria se comportar.

A abertura se deu com Skyfall, do mais recente álbum da banda, lançado em 2021. Mesmo o Helloween sendo uma banda com seu set sempre preso em muitos clássicos, coisa que sempre critico, dessa vez eu até fazia questão de presenciar pela enésima vez, pois teria a oportunidade de ouvir na voz de Kiske, que, não diferente de qualquer novidade, cantou muito fácil.

Mas não ache você que Andi Deris ficou para trás. Foi, de longe, a apresentação mais impressionante que vi dele ao vivo! O cara cantou um absurdo! Além disso, ele domina mais a plateia do que o Kiske. Minha teoria é que, além dos dois vocalistas se alternarem nas faixas (o que descansa a voz e, consideremos ainda que o Kai Hansen canta algumas músicas, o que facilita ainda mais nesse ponto), acho que Deris se sentiu incomodado por Kiske ter voltado (já que ele é um fantasma que cerca várias e várias críticas que Andi teve na carreira), que ele deve ter se preparado para dar seu máximo e provar a todos (sem necessidade) que estavam errados.

A presença de Kai Hansen é outro show à parte. Mesmo vestido de paquita, com uma ombreira prata brilhante, o fundador não só da banda, como do gênero Power Metal, tem uma energia e um carisma contagiante. Apaixonado pelas terras tupiniquins e o povo daqui, não faltaram brincadeiras (como emendar um riff de uma canção do Gamma Ray no meio de um solo) e muitos sorrisos, já que isso não seria arrancado de Michael Weikath, sempre munido com sua cara de ‘nada’ (e que, à propósito, achei o cara muito magro – não que estivesse doente, mas bem velho). A presença de Kai também tira um pouco o brilho do Sascha, o terceiro guitarrista, que perdeu um pouco de espaço com a reunião de membros.

Outro músico que, só para variar, impressionou mais uma vez, foi o baterista. Enquanto os vocais e cordas se revezavam, Dani sentou a mão nas baquetas e quebrou tudo faixa após faixa, com muita precisão e concentração. Dessa vez ele veio com alguns bumbos em noventa graus (perdão, não sou baterista, não sei o nome das peças), o que modificava a maneira como ele fazia algumas viradas, mas isso não atrapalhou.

Em termos do set, o que mais gostei, igual ao Hammerfall, também foi um Medley, que no caso foi executado com algumas faixas do primeiro álbum da banda, o Walls of Jericho. A produção do show contava também com um telão cheio de animações, o que nunca tinha visto os alemães fazerem. Todas as animações eram horríveis, acho que devem ter contratado o animador dos desenhinhos dos clipes do Iron Maiden para auxiliar nessa tarefa.

O som estava estalando de tão alto e, uma coisa que me irritou, foi que as três guitarras da banda usam muita distorção, o que deixava às vezes um barulho insuportável, como um power metal mais sujo e cheio de peso. Sei lá, acho que não tinha necessidade de tanto reverb.

Foi uma noite de domingo chuvosa e muito divertida. Semana que vem vou ver o Nightwish e também estou muito ansioso para ver a Floor Jansen com a banda, outra coisa que ainda não tive oportunidade de presenciar.

Eu volto aqui contar quando meu ouvido parar de zunir…

Beijo nas crianças!

Kelsei



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Helloween, Resenhas

2 respostas

  1. Excelente! A produção e palco nas fotos parecem boas.
    Houve um bom públivo?

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