Kiss discografia 12a parte – Álbum: Paul Stanley

Nesta semana, a terceira parte dos álbuns solos, o de Paul Stanley:

Álbum: PAUL STANLEY

A capa do vinil - padrão roxo

A capa do vinil - padrão roxo

Lançamento: 18/09/1978

Produtores: Paul Stanley & Jeff Glixman

Primeiro Single: “Hold Me, Touch Me”

RIAA Gold Certification em 18/09/78 (Data de Lançamento)

RIAA Platinum Certification em 18/09/78 (Data de Lançamento)

Atingiu 40º lugar nas paradas americanas.

Faixas:

1- Tonight You Belong To Me – 4:39 6-It’s Alright– 3:31
2- Move On –   3:07 7-Hold Me, Touch Me (Think Of Me When We’re Apart) – 3:40
3- Ain’t Quite Right – 3:34 8- Love In Chains – 3:34
4- Wouldn’t You Like To Know Me? – 3:16 9- Goodbye – 4:09
5- Take Me Away (Together As One) – 5:26
O cd na edição remaster - com uma resenha no lado direito

O cd na edição remaster - com uma resenha no lado direito

Paul Stanley, ao fazer seu álbum solo, resolve manter a linha que até então ele fazia no KISS, e o resultado é exatamente este: um trabalho reconhecidamente como o mais parecido com os álbuns do KISS.  Paul resolve montar não uma, mas duas bandas e fazer seu solo como um trabalho de grupo, trazendo apenas músicas inéditas para gravação, e foi o único dos 4 a não gravar covers. O álbum começa a ser gravado em New York, em seu estúdio preferido, o Eletric Lady. Além de Stanley, outro guitarrista participaria de quase todo o trabalho e seu recrutamento foi disputado ferrenhamente com Gene Simmons. Tratava-se de Bob Kulick, antigo conhecido da banda desde as audições para a vaga de guitarrista solo em 1973, tendo participado como “guitarrista fantasma “ na parte de estúdio do Alive II. Ainda em New York, gravam “ ao vivo”  os “basic tracks “ das 4 primeiras músicas tendo Steve Buslowe no baixo e Richie Fontana na bateria. Paul havido tentado trazer Ron Nevison para produzir o álbum, mas o mesmo encontrava-se ocupado, então resolve produzir ele mesmo o trabalho, tendo Jeff Glixman, que produzia a maioria de suas demos no KISS para co-produzir algumas faixas. Glixman também era conhecido por ter trabalhado com o Kansas, por exemplo.

O Poster da edição cd remaster que compõe o mural, juntamente com os outros álbuns solo.

No cd remaster - O poster que compõe o mural com os outros álbuns solo.

O trabalho em New York corre rapidamente, e após uma pequena pausa, causada por compromissos profissionais de Bob Kulick com o Meatloaf, Paul recomeça a gravar o álbum em Los Angeles (no Record Plant) com a outra banda, formada pelo baixista Eric Nelson e o baterista Craig Krampf. Com esta formação, gravam o “lado B” do disco (faixas 6 a 9), mas em Los Angeles o trabalho segue um ritmo mais lento, ocasionado por “excessos de lazer” e constantes atrasos motivados por estes excessos. Kulick apenas não grava o solo de Love In Chains, que fica a cargo de Steve Lacey, curiosamente o único guitarrista a participar de 2 álbuns solos (além do album de Stanley, ele participa no de Gene). Na faixa Take Me Away (Together As One) além da participação do o baixista de Nova York, Steve Buslowe, há a participação especial de Carmine Appice na bateria, único convidado vip do álbum.

Este trabalho também tem o mérito de ser aquele que inicia uma parceria bastante duradoura nos próximos anos.  Paul convida umas das vocalistas da banda de Desmond Child para fazer backings no álbum e o resultado deste convite será mais notoriamente conhecido a partir do próximo álbum do KISS, Dynasty.

No cd remaster, há na contracapa um foto das capas dos outros álbuns solo, um projeto integrado e inédito para uma banda.

Na contracapa do cd remaster as capas dos outros solos neste projeto integrado e inédito em uma banda.

Apesar de hard rock  na essência e muito parecido com a sonoridade KISS da época,o álbum de Paul Stanley também traz cuidados e experimentações que agregam, sem perder a característica marcante já citada. Mais de metade do álbum é tocada com o uso de capo traste, em especial Hold Me, Touch Me, onde o capo é preso no nono traste, trazendo uma sonoridade mais aguda à música. Outra novidade é o uso do E bow nos overdubs: quase tudo que se assemelha a teclados nas músicas foi feito com o aparelho. Além disso, It’s Alright foi gravada com afinação diferente e sem o uso da corda mais grave. Tanto Paul Stanley quanto Ace Frehley gostam muito do resultado final, atribuindo a nota máxima ao álbum. Gene, porém, é mais crítico e avalia como 2/5. Peter Criss mantém a nota máxima que atribuiu a todos os solos .

Na contra capa do vinil - a dedicatória aos outros membros.

Na contra capa do vinil - a dedicatória aos outros membros.

O álbum não emplaca nas paradas, tampouco o single Hold Me, Touch Me, uma balada que traz o solo de guitarra sob responsabilidade do próprio Paul. Quase nada deste álbum será ouvido ao vivo até haver uma turnê solo de Paul Stanley em 1989.  Apenas Move On é tocada na turnê do Dynasty, e ainda assim enfiada num medley com Radioactive (do solo de Gene Simmons). Apenas 11 anos depois, na citada turnê solo, pode-se ouvir Tonight You Belong To Me, Wouldn’t You Like To Know Me e Goodbye.

Recentemente, no DVD One Last Kiss lançado em 2008, da segunda turnê solo (2006), as 4 músicas acima citadas são novamente tocadas.

O vinil da edição brasileira - uma edição simples.

O vinil da edição brasileira - uma edição simples.

N.R : Paul Stanley fez um ótimo disco solo, comparável aos discos do KISS, e o único real competidor ao de Ace Frehley. A essência de todo o trabalho é realmente a sonoridade característica do KISS, e certamente seria, entre os 4 álbuns, o que se mostra como que se fosse uma continuação dos trabalhos de estúdio da banda. Entre os membros Paul Stanley sempre foi um grande, se não o maior colaborador musical da banda, e o que se vê no álbum solo é um evidente retrato musical das composições do Kiss.  Outro fato que se destaca no álbum é a excelente contribuição de Bob Kulick, que conforme descrito já fazia parte da história do grupo Kiss, praticamente desde o início, substituindo as eventuais faltas de Ace às gravações. Bob Kulick, porém neste álbum, não se alinha com o estilo de Ace, mostrando o seu verdadeiro estilo – o que acaba causando uma certa diferença em relação aos álbuns do Kiss, principalmente nos solos. Há, porém, um outro detalhe no álbum que apontaria para o futuro de Paul Stanley na banda. Até então, Paul não havido gravado baladas no KISS, pois essas ficavam a cargo de Peter Criss. O máximo que Stanley havia se permitido era de fazer introduções mais lentas (como em I Want You e Black Diamond) ou compor para Criss cantar (em Hard Luck Woman). Neste trabalho solo, há uma introdução nos moldes das citadas I Want You e Black Diamond (na ótima Tonight You Belong To Me) e outras três músicas notoriamente mais lentas (o single Hold Me, Touch Me, Ain’t Quite Right e a excelente Take Me Away ). Esta nova característica de Paul Stanley seria evidenciada deste momento em diante, e já apareceria no próximo álbum do KISS.  Mas antes dele, semana que vem, terminaremos esta fase solo da banda analisando o de Peter Criss. Até lá!

Alexandre Bside e Flávio Remote



Categories: Artistas, Curiosidades, Discografias, Kiss, Resenhas

11 replies

  1. Agora estou novamente em dia com as leituras do Kiss. Para mim, sempre foi claro o papel do Stanley na banda e, claro, pelo texto, ficou ainda mais claro que ele leva suas características como música em tudo que faz, inclusive no solo dele mais recente (Live To Win).

    Aliás, “Live To Win” vai fazer parte da discografia Kiss? Se não fizer, encarem isso como uma solicitação… 🙂

    Excelente material, as usual.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Eduardo

    A idéia de analisar alguns álbuns “realmente” solos pode ser posta em prática . Além do Live to win, conheçemos os trabalhos solos de Peter Criss , Ace Frehley,o controverso recentente álbum
    solo de Gene Simmons,além dos álbuns de Vinnie Vincent, um do Mark St John ,outro com sua banda White Tiger, dois trabalhos solos de Bruce Kulick pós KISS e até um de Eric Carr, lançado após sua morte. Vamos deixar isso mais pra frente,prometemos analisar com carinho sua solicitaão, ao menos a do Live to WIn.

    Alexandre Bside

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  3. Paul Stanley: o defeito congênito nas orelhas do músico:

    http://whiplash.net/materias/curiosidades/123557-kiss.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  4. A sensação de que o o solo do Paul é o que mais se aproxima do trabalho do Kiss eu tive também com o passar do tempo. É como se O Paul desse a roupagem do Kiss, Gene o peso e Ace a técnica. O Peter não atrapalha 😀. Em termos de sonoridade é o que mas gosto. As versões do live to win são muito legais também. A voz pra mim foram um dos grandes pontos altos. Potente e afinada. Bem diferente do que ouvi na ultima tour.

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  5. Sem dúvidas Claudio. O Solo do Paul é muito legal – mostra quão importante era seu trabalho para a Banda. Fica dificil definir entre ele e o do Ace, que também é muito bom.
    A voz realmente está devendo, mas vamos ver se há recuperação – se pensarmos que o Klaus Meine ficou sem falar antes do Blackout e depois de uma cirurgia voltou e esta muito bem, vamos esperar algo milagroso para o Paul também…
    Obrigado pelo comentário.

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    • Mas será que o Paul tem se tratado?

      Like

      • Acho que o que atrapalha são os shows – não é o mesmo ritmo de antes – mas ficar cantando em tour é uma das coisas que mata o vocal.

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      • Claudio, minha opinião: acho que agora está ficando tarde, por mais que haja ou não um tratamento. A questão da idade compromete muito os resultados… honestamente, acho que a situação é irreversível, sendo apenas melhorada com uma redução na quantidade de shows, mais intervalos entre eles e, claro, as mudanças de tons que já estamos vendo.

        Mas esta é apenas minha opinião – leiga, por sinal, em termos médicos – e longe de ser minha torcida…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

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