Discografia HM – [Novos projetos, velhos conhecidos] W.E.T.

Panela velha é que faz comida boa…

Banda: W.E.T.

Figurinha carimbada: Jeff Scott Soto

Eu costumo comparar o Jeff Scott Soto ao Andreas Kisser – se por um lado são “grandes trabalhadores do metal”, eu sempre gosto de colocar que os caras são “arroz de festa”: onde você põe o ouvido, existe grande change dos caras estarem lá.

E foi nas minhas andanças recentes que caiu nos meus ouvidos uma banda que, pelo nome, eu torci o nariz, mas que quando eu apertei o play, o caldo entornou. De cara, eu não reconheci a voz do Jeff. Por ser uma banda da década passada e atualmente ele estar à frente da (excelente) Sons Of Apollo, eu meio que o exclui sistematicamente.

A banda foi um desses projetos idealizados por produtores – e até por isso acho que nunca tinha ouvido. O primeiro álbum (homônimo, de 2009) não houve turnê e a gravação, inclusive, foi feita com os membros espalhados, em compromissos de suas bandas da época. Foi inclusive isso que originou o nome W.E.T. – uma brincadeira da palavra “molhado” em inglês, formado pela primeira letra do nome da banda dos primeiros integrantes do projeto: Work of Art, banda do guitarrista e tecladista Robert Sall; Eclipse, banda do guitarrista Erik Martensson e Talisman, banda do Jeff.

Completam o time o baterista Robban Back, Magnus Henriksson na guitarra solo (que também é da banda Eclispe) e o baixista Andreas Passmark.

O Hard Rock feito pelo grupo tem seus clichês (tanto em arranjos quanto em letra) que são meio receitas prontas do gênero, mas não dá para dizer que é ruim, até porque senão não tinha me prendido. Tem solos de guitarra bem executados e uma atmosfera melódica, sempre com teclado presente dando um volume extra ao som. As letras não são aquela mesmice de Love para cá, Love para lá a todo momento.

E piadas a parte com o Jeff (ou Andreas), o cara canta barbaridade. Poucos são os vocalistas que conseguem manter uma alta performance em décadas de trabalho (e eu presenciei o Jeff na primeira passagem do Sons of Apollo em São Paulo, cantando horrores).

Segue o debut, que fez eu criar o post:

A banda chegou a gravar um DVD mesmo com poucos shows realizados (eu coloquei “show”, não turnê). O show foi gravado em Estocolmo, que é a casa do pessoal da Eclipse, do guitarrista. Bacana que é uma produção simples e o local é tipo um Manifesto da vida, não aparentando ter espaço para muita gente (e é daí que saem as melhores shows, principalmente para quem está no local).

A banda tem outro álbum de estúdio, que você pode encontrar nos principais serviços de streaming e Galerias do Rock da vida. Será que estou sendo contaminado pelas levadinhas do Hard Rock?!

Beijo nas crianças!

Kelsei



Categorias:Artistas, Curiosidades, Discografias, Resenhas

3 respostas

  1. A melhor foi “aonde você poe o ouvido há uma grande chance de escutá-los” (Soto/Kisser)…….algo assim sensacional
    Tomara que você enverede pelos mundos hards

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  2. Excelente post Kelsei!!! Que ótima ideia escrever sobre o W.E.T.!
    Particularmente gostei muito do disco de estreia, mas o segundo lançamento de estúdio, o Rise Up é coisa de louco!!! Pelo menos para mim, um dos melhores discos de Hard que ouvi nos últimos (muitos) anos! Já o terceiro Earthrage ainda não digeri muito bem, pelo menos ate agora acho que ele é inferior ao Rise Up.
    O curioso é que acho que o W.E.T. como banda e lançamentos é melhor que os grupos “oficiais” dos músicos envolvidos e que deram origem ao nome do projeto.
    Kelsei, não sei você… mas atualmente estou ouvindo mais bandas de Hard do que qualquer outro estilo e muito mais ainda do que há 10, 15 anos atrás e acho que isso vai refletir no projeto/serie do blog que você está capitaneando , você é bem mais novo que eu, mas talvez esteja caminhando para isso também.
    Um abraço e parabéns pelo post!!!

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    • Então, a banda apareceu para mim bem que sem querer mesmo – atualmente eu estou ouvindo muito mais o progressivo comtemporâneo do que qualquer outra coisa (e isso também vai refletir no Novidades HM, mas mais a partir de 2010…rsrs).

      O “Rise Up” está aqui para eu ouvir, mas ainda não botei o ouvido – se bem que eu vi o DVD e é muito bom! Com certeza tem música desse álbum lá e o nível realmente é acima da barra padrão!

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