Cobertura Minuto HM – Sons of Apollo em SP – 13/ago/2022 – resenha

Agora que eu volto a jogar na mega sena!

Eu nunca ganhei nem promoção da Elma Chips na minha vida. Por isso, foi muito despretensiosamente que curti e compartilhei um post da rádio Kiss FM, que iria sortear ingressos para o show do Sons of Apollo em São Paulo, que aconteceria no dia 13 de Agosto. Eu não tinha comprado ingresso para essa turnê, pois o novo álbum se mostrou muito pesado e pouco progressivo, frente aos atrativos musicais que circularam pelo debut do grupo americano, fundado pelos ex-Dream Theater Mike Portnoy e Derek Sherinian.

E não é que eu fui sorteado? Não conseguimos ninguém para deixar nossa filha, então minha mulher abdicou do show (não que ela estava animada para ir, dado que a praia dela é Grunge e bandas como Slipknot). Fui eu então com muita dor nas costas para o Tokio Marine (antigos “Tom Brasil” e “HSBC Hall”) no sábado. Fiz impressionantes 30 minutos da minha casa, na zona Oeste da capital, até o local do show (de uma garagem até a outra). Saí pouco antes do horário dito no ingresso e nem me importei se teria ou não banda de abertura, já que a dor nas costas não me permite abusar além do básico.

Entrei na casa por volta das 21:35, com banda de abertura rolando. Não tinha pano de fundo, então guardei o nome como LF, que era o que estava impresso no pano do bumbo duplo da bateria. Não demorou muito para sacar que os caras eram monstros em seus instrumentos. Peguei umas três ou quatro músicas, todas executadas com maestria e muito virtuosismo, em um metal progressivo de tirar o chapéu. Me agradou demais o guitarrista e o baixista, que tocavam em timbres que casaram com meu gosto musical. No dia seguinte ao show eu fui ler que tiveram duas bandas de abertura (não peguei a primeira) e a tal da LF era Lufeh, nome do baterista, que juntou músicos do Oficina G3 (está explicado todo o virtuosismo agora) e um vocal americano que tem um timbre bem semelhante ao vocal da Adagio.

O show principal iniciou 22:15. Já frequentei a casa inúmeras vezes e posso dizer que tinha espaço de sobra, principalmente na “pista comum”. Os shows recentes que frequentei me mostraram que esse lance de pista premium fica importante em locais de larga escala, como estádios, mas em casas pequenas não tem a menor importância, especificamente porque ela estava montada formando um retângulo. Eu fiquei no lado esquerdo e vi o palco mais perto que muita gente que estava na pista premium.

Sobre o show da atração principal, no nosso podcast #50 já tinha trocado figurinhas com o Remote e o B-Side, que viram a banda em Curitiba e no Rio de Janeiro. Só pude assinar embaixo de tudo o que me disseram. A banda veio desfalcada do baixista Billy Sheehan, mas o substituto brasileiro Felipe Andreoli (Angra e trocentos projetos paralelos) não deveu em nada. Felipe, mais uma vez, deu uma demonstração clara de sua competência ímpar, mantendo o carimbo de um dos melhores no país em seu instrumento. No caso desse show, Felipe tocou com um baixo de dois braços (um deles sendo fretless), coisa que eu nunca tinha visto ele tocando.

A guitarra de Ron Thal continua linda e eu aceito ela de presente, caso você esteja sem opções para meu aniversário. Mostrei um vídeo para minha filha dos leds dela que ficam piscando e ela gostou por cerca de 15 segundos, mas me devolveu o celular porque o vídeo era “muito barulhento”. Achei o timbre dessa turnê menos limpo do que o primeiro show da banda em São Paulo. Também me incomodou o chapéu do guitarrista, enfiado testa adentro, constantemente cobrindo o rosto – mesmo o adorno sendo uma marca registrada, ele poderia dar uma subidinha para fazer seu rosto aparecer.

O vocalista Jeff Scott Soto dispensa apresentações. O cara só precisa aprender português para virar brasileiro. Nas músicas novas, ele cantou menos agudo do que o de costume, mas se manteve muito bem afinado, se movimentando muito palco e interagindo com a plateia, que é uma marca característica dele. O som do local, inclusive, estava espetacular. Tudo muito bem equilibrado e bem alto! Os backing vocals estava limpos e apareciam quando demandados, sem serem encobertos pelo som. Em São Paulo, afirmo que essa é a casa de shows com o melhor som atualmente (o nosso eterno Credicard Hall foi reaberto – agora com outro nome que me fugiu – mas não fui em nenhum evento lá ainda para conferir a infraestrutura).

E os nossos ex-DT?! Ahh, como é bom ver o Portnoy tocando! Mesmo com um set de bateria bem modesto, a maneira como ele toca é única e me cria uma orgia musical no cérebro. Além de toda a técnica, ele tem as atitudes também muito características que dão outro tempero ao espetáculo: as viradas, as brincadeiras com as baquetas, ele de pé tocando, o bumbo duplo, aquela batida ultra-rápida com as duas mãos no chimbal bem característica, as cusparadas! O Derek me agradou muito também, com aquele óculos de leitor de jornal em praça pública e seus três teclados, um deles com o característico timbre de guitarra. Teve até solo de teclado, que para pessoa que já viu trocentos solos em shows, já não é algo que agrada tanto, ainda mais com dor nas costas.

Para uma noite em que eu não esperava ouvir esses caras, só tenho a agradecer à minha sorte por me proporcionar algumas poucas horas com um som alto muito bem montado e muito bem tocado! Também fiquei muito feliz que a banda já tem material próprio para um show completo, sem precisar, mesmo que infelizmente, tocar Dream Theater.

Fiz poucos vídeos. Deixo aqui a abertura, com Goodbye Divinity e Signs of the Time e God of the Sun, do primeiro álbum.

Em relação às fotos, também fiz pouca coisa: tirei basicamente dois momentos do show (o início e a despedida):

Beijo nas crianças!
Kelsei



Categorias:Artistas, Dream Theater, Resenhas

2 respostas

  1. Que maneiro o lance do sorteio…….você como grande conhecedor, merece e muito ………..
    Mais um post com detalhes e análise fria ………..por onde eu entro na banda? Só conheço Coming Home

    Curtir

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