Análise das 500 mais votadas da Kiss FM em 2024

Eu estou imensamente atrasado com todas as minhas atividades aqui no blog.
I-men-sa-men-te!

Então, antes de mais nada, um feliz ano novo para todo mundo! Muita saúde para vocês e que os preços dos ingressos parem de ficar na casa dos QUATRO dígitos (se bem que com o dólar na casa dos SEIS reais a gente sabe que isso não vai acontecer e tende a aumentar).

Estou tomando a liberdade de pular esse post na frente de vários outros que tenho pendentes porque, durante Janeiro, a análise das quinhentas músicas mais votadas no programa da rádio Kiss FM é muito buscada por aqui. Nosso presidente já até recebeu email sendo questionado pela análise. Criei um monstro.

Como a cada análise sempre aparece gente questionando a votação, e que a lista é falsa, e que a rádio faz isso e faz aquilo, deixa eu insistir no parágrafo que sempre coloco: Isso aqui não é uma crítica com relação às músicas ou aos grupos votados ou deixados de lado no programa anual produzido pela rádio KISS FM. Também não é uma crítica à emissora, que hoje é um dos poucos meios de comunicação que se dedicam a um estilo que nunca foi comercial em nosso país, independente do que ela toca ou deixa de tocar.

Para acessar a lista que eu me baseio, clique aqui. Eu não sei quem a cria, mas a rádio Kiss FM tem esse mesmo link publicado em seu Instagram. Nessa última edição eu não votei – meu Dezembro foi pessoalmente muito tenso e nem lembrei que a votação existia (se bem que eu novamente iria depositar a minha confiança em Dream The Dead, da Caligula’s Horse, e essa música não iria entrar, porque só eu voto nela e nunca ouvi a banda na rádio).

Bora com as análises então.

Considerando as três últimas votações (2023, 2022 e 2021), tivemos 122 músicas que nunca apareceram. Isso significa uma variação de 24,4% com relação ao total das quinhentas músicas, o que eu considero algo bem relevante. Quase 1/4 da lista foi composta por músicas “inéditas”.

Dentre as quinhentas canções, tivemos o total de artistas em 233, sendo que eu não filtrei artistas solo (ou seja, dentro do total, por exemplo, temos o Iron Maiden e temos Bruce Dickinson solo contabilizados – o certo era eu excluir os artistas solo, mas dessa vez fiquei com preguiça). Nesse ano, voltamos a ter uma menor quantidade de artistas (que na edição passada foi de 332), o que mostra que a maioria dos votos choveu no molhado e nas bandas clássicas promovidas pela rádio.

Nas votações de dois dígitos, os Beatles ganharam, com 15 canções, sendo seguidos pelo Queen (com 12 músicas) e Rolling Stones (com 11 músicas). Nenhum outro artistas obteve dois dígitos. Na separação entre décadas, os anos 80 ganharam, conforme mostra a distribuição abaixo:

Década de 50: 4 músicas
Década de 60: 46 músicas
Década de 70: 119 músicas
Década de 80: 145 músicas
Década de 90: 114 músicas
Década de 00: 44 músicas
Década de 10: 21 músicas
Década de 20: 6 músicas

Eu fiquei empolgado pelo número alto de canções de 2000 até hoje (porque dou muito valor às bandas novas e aos sons novos que aparecem), mas quando vi a relação fiquei muito triste. Somente uma banda “nova” apareceu, que foi o The White Buffalo junto do The Forest Rangers, que é uma banda que surgiu de um programa de TV. Os outros sons novos são todos de artistas manjados, como Blink-182 e Linkin Park, que voltou em 2024 com uma nova vocalista. Dentre os artistas mais “novos” votados, o Voltbeat foi o que mais apareceu, emplacando 4 canções.

E pelo que vi, não tivemos banda brasileira nessa edição…

E o TOP 10 de 2024 ficou assim:

#1 – Iron Maiden – The Trooper
#2 – Led Zeppelin – Stairway to Heaven
#3 – Queen – Bohemian Rhapsody
#4 – Metallica – One
#5 – AC/DC – T.N.T.
#6 – The Beatles – Hey Jude
#7 – The Rolling Stones – (I Can’t Get No) Satisfaction
#8 – KISS – Detroit Rock City
#9 – Iron Maiden – Can I Play With Madness
#10 – Black Sabbath – Paranoid

E o Iron Maiden, minha banda preferida, apareceu com duas canções dentro das dez mais votadas. O fato é ainda mais relevante pois não foi com a xarope da Fear of the Dark.

2024 foi um ano de altos e baixos para o Iron Maiden. Foi o ano que eles desembarcaram no Brasil para fechar a turnê comemorativa do Somewhere in Time, tocando Alexander The Great, inclusive! Só isso já é um evento a parte na cidade de São Paulo! Mas foi também o ano em que perdemos Paul Di’Anno (uma “pedra cantada”, sabemos, mas mesmo assim foi a primeira voz que gravou com a banda, gerando dois muito bons álbuns) e foi o adeus do senhor Michael Henry McBrain às baquetas da Donzela.

Tendo a acreditar que as duas faixas do Maiden que caíram no Top 10 dessa edição foram uma homenagem que os fãs deixaram para o legado de Nicko McBrain. Aqui no blog temos uma daquelas discussões intermináveis para eleger o melhor álbum do Iron Maiden: o Piece of Mind ou o Powerslave. A galera do Piece vai cantar de galo aqui, mesmo sabendo que músicas como The Trooper tem uma vertente mais comercial (leva até o nome da cerveja da banda), mesmo tendo excelentes solos e uma entrada triunfante. O Piece of Mind como um todo tinha uma vertente mais comercial, visto que os ingleses ainda não tinham colocado o pé nos Estados Unidos para valer (leia a biografia de Bruce para entender as brigas com Steve para mudar o andamento de Revelations, por exemplo). Fato é que o legado de Nicko é algo que eu ainda não tenho um adjetivo para colocar aqui. A mão pesa para escrever esse parágrafo…

Um viva ao Nicko!
Um viva ao Iron Maiden!
Um viva ao interminável debate Piece x Powerslave!
Um viva à Kiss FM, que propicia, querendo ou não, momentos de descontração como esse!

Um beijo nas crianças!
Kelsei



Categorias:Linkin Park

2 respostas

  1. Nao fazia ideia que tinha gente que pedia a crítica ………a Kiss merece sempre nosso respeito mantendo o rock na sua programação……..

  2. Bem, eu endosso os vivas acima, endosso a série que o Kelsei vem trazendo ano após ano destas 500 mais, evidentemente considero não só a primeira colocada , como várias das demais algo meio ” boring ” , a despeito de gostar ou não das canções em si, mas….

    Faço um grande viva para Can I Play With Madness desbancar Fear of The Dark.

    Só não é a minha maior alegria da lista das dez por que Stairway to Heaven, batida ou não, sempre terá destaque na minha vida.

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