Discografia Queensrÿche – da dura saída de Chris DeGarmo até o verdadeiro caos – e um “adeus” pessoal…

5 capas

Essa é uma despedida registrada sob a forma de post. Decisão tomada de maneira bem amadurecida. É sempre difícil para colecionadores como eu se desfazerem de itens. Há sempre a busca de um critério, e no meu caso, realmente raramente me desfaço de CDs comprados por que procuro evitar as decepções previamente. Recentemente, tenho dado mais atenção aos mais de 500 que tenho e resolvi dar ou vender alguns que não ouço e considero-os fora do meu gosto pessoal. A questão mais complicada foi quando cheguei no Queensrÿche. Quem me conhece um pouco mais vai entender o quão complicado foi avançar nessa questão. A decisão é dura, mas correta, sem motivos para arrependimentos. O período que é o desenrolar deste post traz o momento musical crítico da banda, para mim. Os CDs vão para alguém que, espero, dê mais valor aos mesmos. Acho que estarão em boas mãos. Eu, por outro lado, fico com as coletâneas e discos ao vivo do período. E o post serve para dar um panorama pessoal, citando as boas faixas que pinço entre os álbuns Q2k e Dedicated to Chaos. Considero um bom “start” para quem quiser se enveredar por esse período, ouvir os álbuns na íntegra pode ser muito desagradável.

Bandas passam por mudanças de integrantes, pouquíssimas não tiveram tal situação em suas jornadas musicais. O Queensrÿche talvez traga uma particularidade no assunto, pois duas das mudanças da banda ocorreram com os integrantes mais importantes de sua carreira. Essa não é uma opinião pessoal, qualquer pessoa minimamente integrada com o grupo sabe que tudo funcionava às mil maravilhas em quase todo o período em que Chris DeGarmo (guitarrista e compositor) e Geoff Tate (vocalista e compositor) estavam juntos contribuindo para o Queensrÿche. Recentemente o baterista Scott Rockenfield afastou-se da banda, ainda não se sabe se é definitivo ou não, mas esse não é o assunto principal deste post. O objetivo principal é abranger o período difícil entre a saída de DeGarmo e o desgaste que culminou com a saída de Geoff Tate, já descrito aqui. Então, vamos álbum aos álbuns em sua sequência cronológica:

1)Q2k – 1999

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A primeira experiência da banda sem Chris é o álbum Q2k, lançado em 1999. Chris havia deixado a banda em 1998, depois de ter participado da tour do álbum Hear in the Now Frontier até o fim de 1997. E já ali, prestes à virada do milênio, se percebe que a lacuna criativa não seria recuperada. O estilo, entre o alternativo e resquícios do grunge, não se modificou tanto em relação ao álbum anterior. Era algo que passava a se perceber então, já que a banda não repetia fórmula em seus trabalhos. Talvez por que já represente uma visão mais clara de Geoff Tate, que é quem vai carregar a banda daqui em diante, até sua própria saída. A entrada de Kelly Gray para compor as fileiras é no mínimo uma indicação de Tate, já que o novo integrante, além de produzir esse álbum, tocou com Tate antes do Queensrÿche, na banda Myth. Talvez, no entanto, o disco seja tão fraco pela ausência de De Garmo, simples ou complicado assim….

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O que se ouve nas 11 faixas em sua quase totalidade é algo em qualidade bastante inferior até ao já irregular Hear in The Now Frontier. E no meio dessas algumas são realmente de doer: One Life tem um refrão enfadonho até dizer chega, mas Breakdown ainda a supera no quesito. A coisa chega ao insuportável em Burning Man. Ao se seguir a faixa Wot Kinda Man traz talvez vejamos aqui a pior dupla de canções em sequência da carreira da banda. E pouca coisa se salva. How Could I e Liquid Sky tem refrãos aceitáveis, mas o praticamente o restante das canções não ajudam. Beside You é uma balada no limite do razoável, e é isso até chegarmos na última faixa. Ali, em The Right Side of My Mind, se ouve o único suspiro de esperança e criatividade de todo o trabalho. Uma ótima música e a única que realmente indico, tem estrofes com um belo clima e um espetacular refrão. O único momento onde se lembra da grandeza do Queensrÿche.

É uma pena que a arte gráfica futurística da capa, elegante na escolha das cores e com um belo design, não signifique que algo inspirado pelo sci-fi que foi tão bem explorado no primeiro e principalmente no segundo álbum se reflita nesse álbum. Q2k é uma grande bola fora da banda, mas não seria apenas o primeiro de uma fileira.

2) Tribe – 2003

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Em 2003, De Garmo aparece para ajudar nas composições de Tribe e isso já basta para se fazer uma verdadeira algazarra, promovendo a volta do lineup original como uma tábua de salvação. A divulgação em peso do retorno do ex-guitarrista e o adesivo estampado no plástico que reveste o CD alardeia a volta da formação original. O fato é que a banda já amargava mais de 5 anos em total ostracismo. A expectativa foi crescendo conforme fotos de Chris em estúdio eram divulgadas. E o disco se inicia com a boa faixa Open, assinada por De Garmo/Tate/WIlton, começo até promissor.

A segunda faixa, o single Losing Myself não mantém a qualidade, e a verdade é que Tribe, apesar de um avanço considerável em relação ao Q2k, não tem fôlego para competir com os anos de ouro da banda. A sonoridade se mantém no estilo desenvolvido nos últimos dois álbuns, com mais criatividade, mas peca também em deixar os solos de guitarra de lado. Os poucos que ali aparecem não tem inspiração, mas a maioria das faixa nem solos tem, o que constitui algo inaceitável para a categoria de Wilton e De Garmo. Novamente o estilo em voga à época atrapalha um melhor desenvolvimento das idéias, era um momento de se economizar nas escalas, algo que até hoje não me desceu. Vem de cara a lembrança do St Anger, do Metallica, sem um mísero solo de Kirk Hammett, lançado um mês antes de Tribe. De Garmo sem dúvida ajuda, mas sua participação se restringe à cerca de metade das composições em parceria com os ex-colegas. Algumas inclusive tão fracas quanto outras que ele não compõe, como por exemplo Falling Behind, música bobinha demais. E a notícia da volta do guitarrista original muito mais uma estratégia de marketing para chamar a atenção do que uma realidade de fato. Nem na foto do encarte ele está.

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A turnê conta com Mike Stone na segunda guitarra, e nunca mais se ouviu falar em Chris após as sessões de gravações de Tribe. Stone ficaria na banda até 2009, antes da gravação de American Soldier. O álbum se aproxima em qualidade ao Hear in The Now Frontier, entendo que alguns fãs o considerem até superior a este. Desert Dance e Rhythm of Hope são faixas até bem razoáveis. The Great Divide também se salva.

 

O álbum acaba cansando um pouco em faixas como Blood ou Doin’ Fine, e, embora Tribe seja uma bela melhora em relação ao Q2k fica ainda devendo um pouco. Outra questão para mim é que apesar de mais coeso, não há uma grande faixa, como The Right Side of My Mind, do álbum anterior. Open é pra mim a melhor, e ainda que muito irregular, considero Tribe o melhor álbum deste apanhado. A sequência nos traz uma estratégia que no meu entender se tornou um tanto infrutífera…

3) Operation: Mindcrime II –  2006

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Sim, 8 anos passados da saída de DeGarmo sem emplacar nada relevante , chegamos a 2006 e a banda (leia-se Geoff Tate) tenta uma nova cartada, desespero batendo na porta. Nada mais óbvio que uma parte 2 para o icônico Operation: Mindcrime. Tarefa arriscada, visto que a comparação é com o clássico de 1988. O restante da banda, ao que se sabe, foi contra a ideia, e aí o disco foi “nascido” graças ao produtor Jason Slater e o então suplente de segundo guitarrista Mike Stone. Scott Rockenfield não toca no álbum, sendo substituído por bateristas de estúdio e mesmo “drum machines”. Ao que parece, os outros originais (Wilton e Jackson) mal aparecem também. A despeito dessa catástrofe anunciada, há um bom início aqui, faixas como I’m American e principalmente One Foot in Hell e Hostage são até dignas dentro desta continuação.

The Hands, a faixa que traz mais harmonias diretamente ligadas ao Mindcrime original, é a melhor do álbum e se junta a The Right Side of My Mind como as melhores faixas da banda na fase pós De Garmo/ pré Todd La Torre.

O problema é justamente que aqui, terminando a sexta faixa do álbum, a “maionese” começa a desandar, pois não há mais fôlego para competir com a maestria que é o Operation: Mindcrime original. Do meio pra frente, o clima, alternando muitas faixas lentas no meio de poucas aceleradas, se quebra e o disco perde muito do seu interesse. A orquestração, ao meu entender, é um equívoco em 90% do álbum. Falha evidente de Tate e do produtor Slater. A participação de Dio merecia uma faixa melhor, ainda que seja ele o responsável por até salvar a canção.

 

Pamela Moore, a eterna Sister Mary da parte inicial, tem até mais participação nessa continuação, mas tal quantidade não significa mais inspiração para o álbum, em especial na faixa final, a horrorosa All the Promises, atestado da decepção dessa continuação.

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Ainda que não seja um desastre, Operation: Mindcrime II ficou devendo, e em muito, ao original. E talvez a comparação com um clássico seja o maior problema dele.

4) American Soldier – 2009

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Estamos em 2009 e o novo projeto de estúdio do Queensrÿche é até bastante ambicioso. Novamente tendo Tate no comando, a idéia é mostrar a realidade dura dos soldados americanos expostos à guerras, suas diferentes percepções do antes e depois de batalhas, suas convicções, que são trazidas durante o trabalho através de coleta de depoimentos dos mesmos, inclusive do pai de Tate, que esteve nas guerras da Coréia e Vietnam. Há de se entender, eventualmente, como um tema essencialmente patriótico e exclusivo do povo norte americano, mas não há como negar que as letras trazem um Tate inspirado como nos bons tempos.

O problema principal de American Soldier é que ele não é um livro e sim um álbum. A parte musical não chega nem perto da inspiração vista nas letras, fazendo a banda entregar mais um disco enfadonho, arrastado e sem quase criatividade nenhuma. O estilo meio monolítico desenvolvido desde o Hear in The Now Frontier continua firme como nunca. Os demais membros da banda definitivamente desapareceram no trabalho, apenas Scott Rockenfield é co-participante na autoria de 2 das 12 canções. Ao invés deles, Tate novamente traz as contribuições autorais do produtor de Operation: Mindcrime II, Jason Slater e do ex-guitarrista Kelly Gray. Convenhamos, ambas as passagens nunca ajudaram a banda em nada. Além disso, os depoimentos dos soldados se chocam com o desenvolvimento musical, que fica em segundo plano em boa parte do álbum. Unafraid, por exemplo,  tem o refrão cantado, mas as estrofes são totalmente preenchidas por depoimentos colhidos. O que se salva, ainda que esteja longe de ser uma unamidade, é Home Again, a faixa que Tate canta com a filha Emily.

 

A voz de Emily, na época uma criança, traz muita realidade ao tema da faixa, que é a difícil relação de distância entre os soldados e seus filhos e a eterna espera pela volta dos pais combatentes. Não há como não se perceber certas falhas estritamente técnicas no vocal de Emily. Ao mesmo tempo onde há um frescor e uma variação também no vocal, no meu entendimento o único momento de menção no trabalho.

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Para a tour de American Soldier, Tate havia contratado Parker Lundgren, na época namorado de uma de suas filhas (Miranda), uma vez que Mike Stone foi mandado embora sem o conhecimento dos demais integrantes. Novamente os shows previstos seguem-se sem nenhuma melhora de reconhecimento de público ou mídia. Tate então resolve voltar aos clássicos em 2010 trazendo uma nova tour que tem uma tema de cabaret.  Como eles ainda tocavam alguma coisa do então último álbum, é no mínimo meio estranho a junção do ambiente de cabaret com agruras de guerras.

Vamos ao último desacerto…

5) Dedicated To Chaos – 2011

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Bem, chegamos ao caos. Aliás, se há algo perfeito nesse álbum é a escolha do seu nome. A banda chegou no fundo do precipício aqui, musicalmente sim, mas também na relação extremamente conturbada entre Tate e seus colegas. O direcionamento artístico que esteve exclusivamente sob a responsabilidade do atual ex-vocalista o traz à tona como o maior culpado da situação caótica que a banda vivia, mas ao mesmo tempo seus colegas de banda ficaram bastante tempo “deixando o barco correr”, são duas décadas de tentativas não bem sucedidas em sua maior parte. Antes do álbum, o que se via era o vocalista conduzir o grupo com mão-de-ferro, tendo sua esposa como empresária, estratégia de resultado meio previsível no mundo musical. O resto dessa história pode ser visto aqui.

Em relação ao álbum, o que se consegue destacar é a maior atrocidade do que quase todos vão entender como o pior trabalho disparado da banda. Não há como não entender esse caos como um trabalho solo de Tate, nem disfarçar dá. Lá está (de novo) o produtor Kelly Gray. O CD é uma salada de elementos eletrônicos, uso exagerado de metais, algo de hip-hop (ui…), quase tudo aqui é “bola fora”. Dá até para considerar o avant-garde jazz Higher como menos ruim. Faixas como Got It Bad ou Wot We Do são vergonhosas. Pouco depois de seu lançamento, Michael Wilton declarou que eles haviam tentado agir nas composições como grupo, mas que Tate acabou mudando por sua conta o direcionamento, o que os fez trabalhar prioritariamente por e-mail, colaborando apenas onde fosse necessário. O guitarrista Parker Lundgren, na época já genro de Geoff Tate, e que hoje se encontra no “verdadeiro” Queensrÿche, gravou algumas bases no trabalho, entrando na banda em seguida, mas apesar de aparecer no encarte junto aos demais da banda, não é creditado como integrante. Outra confusão sem explicação aparente.

Line up Chaos

A verdade é que nesse caos, eu não consigo separar nada de bom, razoável talvez seja a faixa de abertura, Get Started e a parte inicial da faixa At the Edge, mas ao contrário dos álbuns anteriores, sequer vou trazê-las para apreciação dentro do post. O álbum não merece. É uma autêntica piada de mau gosto, quase do início ao fim.

Por fim, faço uma relação das faixas citadas como as que por mim são consideradas as que mais se salvam nesse período, um resumo do escrito acima. As três primeiras são faixas que eu veria sem destoar na fase clássica da banda:

1) The Right Side of My Mind – Q2K

2) The Hands – Operation: Mindcrime II

3) Open – Tribe

4) Desert Dance – Tribe

5) Home Again – American Soldier

6) One Foot in Hell – Operation: Mindcrime II

7) The Rythm of Hope – Tribe

8) Hostage – Operation: Mindcrime II

Daqui pra frente os “deuses do metal” agiram a favor da música e após vários incidentes desagradáveis, a banda mandou Tate embora, desencadeando uma sequência de lavação de roupa suja em público e inevitáveis ações judiciais.

Hoje, o verdadeiro Queensrÿche não tem o brilho do passado glorioso, mas entrega um trabalho digno, a começar pelo primeiro álbum com Todd La Torre, que substituiu Geoff Tate. Já estão no terceiro álbum com Todd La Torre, infelizmente nesse momento com mais uma baixa, a saída ainda provisória de Scott Rockenfield. Trazer a discografia da banda para a atualidade é uma possibilidade a ser avaliada, mas por enquanto eu vou me dar conta de como escolher dentro dessa pandemia que vivemos um momento adequado para concretizar esse meu adeus à fase 1999-2011 da banda em estúdio.

Saudações!

Alexandre B-side



Categorias:Artistas, Curiosidades, DIO, Discografias, Músicas, MetallicA, Queensrÿche, Resenhas

10 respostas

  1. Li e fiz meus ajustes bobos de sempre em mais essa verdadeira aula do mestre B-Side, o maior conhecedor da história da banda neste país.

    Como, ao que parece, o que se salva aqui é o texto, fica o pedido, desde já, para a continuação da discografia: “trazer a discografia da banda para a atualidade é uma possibilidade a ser avaliada”.

    Excelente, B-Side!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Bem, por partes:

      1) ” …o maior conhecedor da história da banda neste país…” – Isso é uma piada, por favor. Aqui no Rio de Janeiro mesmo tem o Daniel Dutra, que sabe muito mais da banda do que eu….e que aliás se ler aqui a minha firme intenção de me desfazer dos cds vai querer a minha caveira….

      2) Trazer a discografia para a atualidade – Aqui já temos algo que não seja uma piada. Até por que a banda já tem praticamente todo o período coberto com esse post. Falta cobrir os dois últimos álbuns e quem sabe um prólogo até antes do lançamento do primeiro trabalho completo – The Warning. Então é bem possível sim.

      Alexandre

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  2. Alexandre, fico feliz em poder ter a oportunidade de ler mais uma parte da saga dos anos mais obscuros da discografia do Queensryche. Principalmente porque acompanhando o belo texto escrito por você, tenho a oportunidade de revisitar os referidos CDs e isso é uma experiencia bastante interessante.
    Explicando melhor, depois de todo esse tempo não há mais nenhuma surpresa negativa que possa nos surpreender, já que não há mais esperança de que iremos encontrar algo comparado a fase clássica do grupo. E realmente é gostoso poder ouvir esses discos sem a expectativa e o peso do nome Queensryche e então quando nos despimos desses velhos preconceitos que inconscientemente nos apossamos e carregamos conosco durante todos esses anos, há uma possibilidade considerável de encontrarmos coisas bem interessantes nesses lançamentos.
    Não posso falar sobre o Q2K, pois não o adquiri na época e continuo sem ouvi-lo, mas Tribe terminou agora e posso garantir que não foi uma experiencia entediante, encontrei várias músicas bem interessantes, achei que o discou não começou bem, não gostei nem um pouco da faixa de abertura, mas depois ele foi melhorando consideravelmente, se tornando bem agradável de escutar. É logico, tem algumas “pisadas na bola” como em Doin’ Fine, mas fazer o que, aceitar tudo também é tarefa impossível
    Começou agora o American Soldier e esse sim está realmente me surpreendendo positivamente, gostei bastante das duas primeiras faixas, espero que continue assim até o final.
    Quanto ao Operation parte 2 prefiro deixar por último, pois esse, até pelo nome e temática, é bem mais difícil de se “desgrudar” do clássico dos anos 80.
    Para terminar gostaria de dizer novamente de como é prazeroso poder ler textos tão bons como este. Penso que está aí o grande diferencial do Minuto HM!!! Que venham muitos outros.
    Um abraço.

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    • JP, muito bom essa sua iniciativa de dar uma chance aos álbuns e ir ouvindo-os com a companhia do texto acima. Acho o Tribe um disco no limiar do bom gosto, mas ainda pior que o Hear in The Now Frontier. É engraçado ver que considero a primeira faixa Open justamente a que mais me agrada e você não gostou. Em relação a Doin’ Fine, estamos no mesmo caminho. Uma das piores do álbum.
      Vi seu comentário em relação ao American Soldier, não é de todo um absurdo achar o inicio do álbum promissor, mesmo pra não apreciadores como eu é possivel entender essa sua sinalização. O problema pra mim é que o álbum não se sustenta em sua totalidade e, apesar das letras serem de ótimo nível, a parte musical me cansa bastante .
      Aguardo seus comentários sobre a segunda parte do Operation Mindcrime e quem sabe das demais.
      Obrigado por participar por aqui

      Alexandre

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  3. Caramba, B-Side, esse post aqui me pegou de surpresa mesmo!
    Jamais imaginaria que após tantos anos de dedicação do seu tempo à banda, isso iria ocorrer. Eu não fazia ideia que a banda tinha ido tão longe em um iminente fracasso comercial e artístico.
    Eu resolvi revisitar algumas bandas e hoje comecei pelo Scorpions. Ouvi o equilibrado Crazy World e sigo querendo mais ……
    Depois vou de VH III e quem sabe não entro em Queensryche sem ser o Operation Mindcrime ou a fase 80 ………

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    • Rolf, entendo a sua surpresa. No entanto esse é um período que me traz mais irritação do que propriamente algum tipo de satisfação, é muito triste ver a banda chegar onde chegou , em especial no último trabalho.

      Eu tenho reavaliado meus cds e quero ficar com os que coloco para ouvir mesmo que eles não sejam perfeitos, mas que nessas audições eu curta o trabalho ou boa parte dele. Não é o caso dessa fase do Queensrÿche. E como eu citei no texto, a decisão é pensada e amadurecida.

      Também considero o Crazy World um disco bem razoável do Scorpions, um dos melhores depois dos anos 80. Outro que curto é o acessível Humanity Hour I
      Em relação ao VH III , já tentei bastante e o conteúdo musical é muito aquém, pra mim, de qualquer outro de qualquer outra fase da banda. Interessante também, mas igualmente ruim, é não gostar do vocal do Cherone na banda. Acho que a química acabou não funcionando mesmo. Ainda assim, melhor que esse conjunto de álbuns do QR.

      E já que você quer dar uma chance ao QR, não indico mesmo os álbuns acima citado, nem para qualquer curioso, muito menos para você. Não vejo elementos que o façam achar os álbuns mais do que um interessante, e mesmo assim se for um dia onde você estiver de bom humor.

      Os álbuns para sua apreciação são o Warning, pelo som mais tradicional voltado ao Iron Maiden, O Operation Mindcrime, pelos riffs , e mesmo assim entendo que você vai torcer o nariz para algo ali, ou até uma parte considerável mesmo e por último indico o EMpire pelo hit, a força da faixa titulo,alguns sons mais voltados pro hard, pode ser que você curta.

      Os demais não são os mais adequados para um entrada sua, vou entender assim.

      Obrigado pelo seu comentário

      Alexandre

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  4. Ainda me lembro como se fosse hoje… chegando ao apartamento da Visconde de Abaeté (o templo do Rock and Roll) com uma fita cassete gravada da rádio Fluminense. Tinha uma pérola nas mãos e não fazia ideia do que era já que não consegui registrar. Mas a vontade de descobrir era grande. E realmente o mistério foi desvendado: – Elementar meu caro Watson! Isto é Queensryche, álbum The Warning e a música é Warning. Fenomenal!!! Isso foi por volta de 85/86. Na sequência acompanhamos o lançamento do Rage for Order com aquela expectativa da continuidade do The Warning. Mas não era esse o plano da banda. E assim essa foi a marca da banda e os anos gloriosos foram passando com álbuns excelentes. No entanto o desgaste é quase sempre inevitável.
    Entendo que tantos álbuns lançados com tanta qualidade nos primeiros 10 anos possa desapontar aos fãs mais cativados pela banda.
    Mas penso como o JP. As vezes uma audição desvinculada sem o peso do manto da banda ajuda. Infelizmente em alguns casos isso não é possível.
    Com certeza esse texto me inspira a dar mais atenção a essa banda tão importante e querida mesmo em períodos tão conturbadas.

    E que venham os outros 3 capítulos.
    Valeu!

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    • Cláudio, o tempo passa rápido, confesso ter dificuldade de lembrar deste momento exato. O álbum The Warning eu lembro de comprado por indicação da revista Metal e lembro bem também do clip de Take Hold of The Flame que passava muito na Tv na época, nos poucos programas de videoclip ( tinha um na extinta Rede Manchete e o principal talvez fosse o BB Vídeo que eu acho que era na Record).
      Em relação aos álbuns acima, gostaria sim de saber sua opinião.
      Sempre uma ótima pedida de um grande conhecedor do traçado.
      Estou avaliando com carinho mais alguns capítulos sim.
      Deve rolar.

      Um abraço
      Valeu!

      Alexandre

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  5. Sim. Novos comentários virão. Estou sacudindo os neurônios para retirar a poeira da memória com novas audições e assim deixar minhas impressões destes álbuns.
    Valeu!

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